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O Nasdaq se recuperou de um tombo de 10% com alta de mais de 15% em abril, uma das maiores da história. A Nvidia e a TSMC sustentam o otimismo, mas gestores americanos operam com cautela, reduzindo exposição em momentos de euforia. O movimento mostra como as narrativas mudam rápido com fundamentos sólidos.
O evento deste ano registrou queda de público, de mais de 40 mil para 25-30 mil pessoas, refletindo possível acomodação após recordes. Greg Abel, sucessor de Warren Buffett, apareceu mais rodeado e com produtos próprios, indicando aceitação gradual. A transição de comando é um marco para a Berkshire Hathaway e seus acionistas.
O comprometimento da renda das famílias com juros e amortização de dívidas atingiu quase 30%, a maior série histórica desde 2005. Enquanto a renda cresce 4% ao ano, o crédito avança 12% e o serviço da dívida sobe ainda mais rápido, indicando que o brasileiro não está se desalavancando. Investidores estrangeiros temem um 'late stage' do ciclo de crédito, com risco de inadimplência em 2027-2028 se a renda desacelerar e os juros não caírem.
A adoção de inteligência artificial nas empresas ainda é incipiente, mas os investimentos das big techs (Microsoft, Google, Amazon, Meta, Oracle) triplicaram de 2023 a 2025, chegando a US$ 750 bilhões em 2026. A demanda por tokens explodiu: a Amazon consumiu mais tokens no primeiro trimestre de 2026 do que em todos os anos anteriores somados. O retorno marginal inicial foi de 30%, mas o mercado já questiona se o ritmo é sustentável.
O encontro anual de acionistas da Berkshire Hathaway em 2026 registrou o menor público dos últimos anos, com cerca de 25 a 30 mil participantes, contra mais de 40 mil no ano anterior. A ausência de Warren Buffett no palco, substituído por Greg Abel, e a falta de momentos filosóficos e carismáticos foram apontadas como razões para a queda. A mudança de comando gera incertezas sobre o futuro da empresa e sua capacidade de manter a mística que atraía investidores do mundo todo.
O Brasil não cresceu como outros mercados emergentes desde 2015-16, com PIB medíocre e bolsa de valores atrás de pares. O endividamento das famílias atingiu 30% da renda, e o crédito corporativo sofre com juros altos e spreads voláteis. A estagnação contrasta com o desenvolvimento de outros países.
João Emílio traça sua trajetória desde a régua de cálculo até a inteligência artificial, destacando que a tecnologia sempre vence. Ele defende que as empresas devem abraçar a IA sem medo, como fez na JGP Crédito ao criar um comitê de IA com jovens de 20 anos. A experiência mostra que as novidades vêm das novas gerações.
O episódio explica como os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão promovendo uma desbancarização do crédito no Brasil, transferindo operações dos bancos para o mercado de capitais. Com a flexibilização regulatória e o avanço tecnológico, qualquer empresa pode originar crédito e vendê-lo a FIDCs, que oferecem ao investidor uma rentabilidade alvo com estrutura de cotas subordinadas como colchão de perdas. Esse movimento amplia o acesso ao crédito e cria novas oportunidades de investimento, mas também exige maturidade do investidor para entender os riscos.
Nos EUA, 40% do patrimônio está em ETFs, que têm vantagens tributárias e regulatórias sobre fundos tradicionais. Lá, ETFs podem fazer short, alavancagem e derivativos, enquanto no Brasil são limitados a índices. A migração para passiva é impulsionada pela dificuldade de gestores ativos baterem o S&P 500.
Gestores americanos estão mais interessados em China, Taiwan, Índia e até Indonésia do que no Brasil. O fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira diminuiu após o rali de janeiro, e o cenário eleitoral incerto com a possibilidade de reeleição de Lula afasta investidores. A guerra comercial e a inflação americana também desviam a atenção.
Fundos multimercado macro têm desempenho fraco em 2025, com a maioria abaixo do CDI, devido a choques geopolíticos e alta de juros. Já os fundos long-short conseguem gerar alfa, com o primeiro quartil superando o CDI. A indústria enfrenta reestruturações, fusões e resgates, com gestores tendo que operar de forma tática.
O segmento de seguros, liderado pela Geico e outras, representa cerca de um quarto do lucro da Berkshire. O modelo de negócio permite usar o dinheiro dos prêmios (float) para investir sem custo de juros, desde que haja boa gestão de risco. Isso mostra que Buffett não é tão conservador quanto parece, usando alavancagem de forma esperta.
O Itaú é visto como o banco mais bem preparado para enfrentar a deterioração do ciclo de crédito, com foco em alta renda e gestão eficiente. Já o Nubank, com 100 milhões de clientes no Brasil e expansão para México e EUA, é considerado uma oportunidade assimétrica: vale R$ 300 bilhões, lucra R$ 20 bilhões e a expansão internacional parece não estar precificada. O BTG também é citado como exposto a large corporate, com menor risco.
Ações de software caíram generalizadamente em 2026, com o mercado fugindo de 'abundância' gerada pela IA. No entanto, softwares de missão crítica (como os usados em hospitais) têm barreiras de entrada altas e representam apenas 1% do custo do cliente, sendo menos substituíveis. A IP vê oportunidade em separar empresas resilientes das que realmente serão disruptadas, especialmente aquelas com contratos de longo prazo e baixa taxa de churn.
Greg Abel, novo CEO da Berkshire Hathaway, demonstrou em sua primeira reunião anual uma abordagem mais focada em eficiência operacional e desempenho das subsidiárias. Ele destacou a necessidade de melhorar resultados em empresas como a ferrovia BNSF e a seguradora GEICO, que perderam market share. A gestão anterior, sob Buffett, era mais leniente com executivos, enquanto Abel promete maior cobrança e disciplina, o que pode destravar valor nos negócios existentes.
Os spreads de crédito abriram fortemente desde outubro de 2024, especialmente em debêntures incentivadas, com abertura de 120 bps no agregado. O movimento foi 95% técnico, por necessidade de venda e resgates, e não por deterioração de crédito. Fundos fecharam captação e depois reabriram, sinalizando confiança nos prêmios atuais.
Varejo sofre com margens apertadas, alta alavancagem e dependência de crédito ao consumidor, sendo evitado por gestores. Fibra óptica enfrenta concorrência acirrada e estagnação na expansão, com foco em rentabilidade por cliente. Juros altos ainda pressionam esses setores, mas alguns papéis abriram demais e podem ser oportunidades.
Mesmo com eventual queda de juros, o impacto da política restritiva continuará ao longo do ano e parte do próximo. O leg (defasagem) faz com que empresas e famílias ainda sofram com custo de capital elevado, especialmente setores de margem apertada como varejo e agro.
João Emílio e o sócio Banitz contrataram André Esteves, hoje controlador do BTG Pactual, quando ele tinha 20 anos. O que chamou atenção foi o currículo excepcional e as perguntas inteligentes na entrevista. Esteves logo resolveu um problema crítico no sistema da bolsa, mostrando capacidade de trabalho e técnica fora do comum.
João Emílio conta que sempre buscou trabalhar próximo às decisões, mesmo que doloroso. Sua trajetória inclui passagens pela Arthur Andersen, Pactual, grupos familiares e gestoras de recursos. Ele destaca que o profissional deve buscar onde pode fazer diferença, e que a área operacional ganha relevância com tecnologia e regulação.
João Emílio relembra o impacto do Plano Collor no Pactual. O banco, alertado por Paulo Guedes, fez operações com exportadoras e ficou muito líquido, multiplicando o patrimônio. A carteira dos clientes performou 540% naquele ano. A experiência mostra como crises podem ser oportunidades para quem está preparado.
João Peixoto Neto relembra como o surgimento do home broker no final dos anos 1990 foi disruptivo, reduzindo drasticamente as taxas de corretagem e permitindo que investidores pessoa física operassem com alta frequência. Antes, as corretoras cobravam 0,5% por operação, o que inviabilizava o day trade para a maioria. A tecnologia barateou o acesso e multiplicou o número de investidores, pavimentando o caminho para a explosão dos FIDCs e de outros produtos estruturados.
O especialista alerta que, com a popularização dos FIDCs, surgirão tanto operações bem estruturadas quanto golpes e picaretagens. A chave para mitigar riscos é a pulverização da carteira: uma carteira estatística com muitos créditos dilui a inadimplência, que hoje gira em torno de 3% para empresas. Já a concentração em poucos devedores, como no caso da Americanas, pode levar a perdas catastróficas. O investidor deve estudar antes de aplicar e não buscar rentabilidade sem entender o risco.
Nos EUA, grandes hedge funds como a Electron não usam partnership; o dono do dinheiro ou um comitê executivo decide. Já no Brasil, a sociedade é vista como essencial para reter talentos. A diferença cultural mostra que não há modelo único de sucesso, e a flexibilidade americana pode ser mais eficiente em momentos de crise.
O governo Biden criou burocracia que travou fusões e aquisições, prejudicando fundos event-driven. Com Trump, a expectativa é de uma corrida do ouro, com mais oportunidades para operações de M&A. Gestores como a Paint Water, que dedicam 80-85% dos ativos a eventos corporativos, devem se beneficiar.
Lojas como Borsheims (joalheria) e See's Candies reportaram movimento mais fraco este ano, contrastando com o recorde de vendas de 2025. Para Borsheims, a feira é mais importante que o Natal. A queda pode impactar os resultados dessas empresas investidas, levantando dúvidas sobre o futuro pós-Buffett.
O episódio destaca a diferença cultural: enquanto brasileiros preferem renda fixa, americanos investem em ações e frequentam a reunião anual há 27 anos. Um acionista chegou às 2h15 da manhã para garantir lugar, mostrando engajamento e filosofia de longo prazo. Isso reflete a mentalidade de investimento orientada a valor.
A IP mantém postura construtiva com o Brasil, apesar do cenário de juros altos e incertezas fiscais. A bolsa brasileira está dividida em três caixas: commodities (bem), bancos (dispersão) e mercado interno (deprimido). A correção recente abriu oportunidades, especialmente em setores como shoppings e utilities. O investidor deve lembrar que o Brasil é uma 'galinha' que pode voar, mas precisa de reformas estruturais para um crescimento sustentável.
A transição de comando na Berkshire Hathaway gera opiniões mistas entre acionistas de longa data. Enquanto alguns acreditam que a filosofia da empresa permanecerá intacta, outros demonstram desconfiança em relação à capacidade de Greg Abel de alocar capital e tomar grandes decisões de investimento como Buffett fazia. A perda do carisma e das lições de vida que marcavam os encontros anuais também é sentida, reduzindo o apelo emocional do evento.
A feira de empresas investidas pela Berkshire Hathaway durante o encontro anual registrou movimento menor que no ano anterior, quando houve recorde histórico de vendas. Lojas como a joalheria Borsheims, que normalmente vende mais durante o evento do que no Natal, sentiram a redução de público. A expectativa é que a ausência de Buffett no comando impacte o apelo do evento e, consequentemente, os negócios das subsidiárias que dependem dele.
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDICs) são preferidos por terem o ativo já dentro do veículo, evitando dificuldades de execução de garantia. Apesar de serem menos líquidos, oferecem retorno adicional significativo em relação a debêntures de risco equivalente, sendo uma oportunidade desarbitrada no mercado brasileiro.
João Emílio, neto do escritor Guimarães Rosa, compartilha memórias do avô e a frase marcante: 'Vida embrulha, desembrulha, esquenta e esfria, mas o que ela quer da gente é coragem'. Ele reflete como essa herança influenciou sua visão sobre enfrentar desafios e tomar decisões difíceis na carreira.
Após 42 anos ininterruptos, João Emílio tirou um sabático para refletir sobre seu lugar no mundo. Ele conversou com 100 pessoas, considerou ser conselheiro, mas preferiu 'estar na encrenca' – na operação. Acabou aceitando o desafio de montar a área operacional da JGP Crédito, mostrando que a inquietação profissional não tem idade.
João conta como começou a carreira como advogado, montou seu próprio escritório e, por acaso, passou a atender investidores com papéis de empresas incentivadas (FINOR, FINAM, FISET). Esse nicho o levou a montar uma DTVM e, depois, o banco Ouro Preto, que hoje gere cerca de R$ 17 bilhões em 140 fundos, a maioria FIDCs. Ele destaca que o segredo foi focar em crédito estruturado desde 2011, enquanto muitos gestores tentavam replicar o sucesso dos fundos multimercado e quebravam.
A NetJets, maior operadora de jatos privados do mundo, usa o modelo de compartilhamento revolucionário. A Embraer fornece o Phenom 300E para a frota. O episódio mostra a réplica do Citation Excel e detalhes sobre o conforto dos pilotos, evidenciando a presença brasileira no ecossistema Berkshire.
A cidade de Omaha, Nebraska, sede da Berkshire Hathaway, é descrita como pacata e tranquila, com cerca de 490 mil habitantes. Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, escolheu viver ali na mesma casa comprada em 1958 por US$ 31,5 mil, hoje avaliada em US$ 1,4 milhão. O episódio explora os hábitos simples de Buffett, como tomar café da manhã no McDonald's e frequentar restaurantes locais, contrastando com sua fortuna de US$ 140 bilhões.