Fernando Ulrich
Jeff Bezos, fundador da Amazon, volta à liderança executiva como CEO da Prometeus, startup de IA física. É a primeira vez desde 2021 que ele assume um cargo executivo, e a primeira nova empresa que comanda desde a fundação da Amazon. O movimento é simbólico por marcar o retorno de um dos maiores empreendedores à operação direta.
A Prometeus captou mais de US$ 18 bilhões em duas rodadas, com valuation de US$ 41 bilhões, em apenas 7 meses. Investidores incluem Jeff Bezos (US$ 2 bilhões), JPMorgan, Goldman Sachs e BlackRock. O montante é destinado a infraestrutura computacional para treinar modelos de IA física. A velocidade e o valor superam startups como Airbnb, Uber e Google em estágios equivalentes.
A Prometeus desenvolve inteligência artificial física, que aprende com experimentos e dados do mundo real, não apenas com textos. O objetivo é comprimir o ciclo de design e fabricação, tornando-o 10 vezes mais rápido. Exemplo: projetar um motor a jato com 10% mais empuxo, que hoje levaria 10 anos, poderia ser feito em meses. A tecnologia usa 'design inverso', onde a IA define especificações a partir do desempenho desejado.
A SpaceX realizará o maior IPO da história, com preço de US$ 135 por ação e valuation de US$ 1,77 trilhão, levantando cerca de US$ 75 bilhões. A oferta primária de mais de 550 milhões de ações visa financiar a expansão da empresa, incluindo o desenvolvimento do Starship e data centers orbitais de IA. A demanda já superou em quatro vezes a oferta, indicando forte apetite do mercado.
O modelo de negócios futuro da SpaceX depende do sucesso do Starship, ainda em testes, para lançar satélites de IA e data centers orbitais. Satélites como o Starlink V3 e o AI1 têm envergadura superior a um Boeing 747, exigindo capacidade que só o Starship pode oferecer. Atrasos ou falhas nos testes podem causar volatilidade no preço das ações, já que 60% do valuation está atrelado a essa tecnologia.
Lula minimizou o déficit fiscal de 0,2% do PIB, comparando o endividamento brasileiro com países ricos como EUA e Japão. O apresentador critica a postura, destacando que a dívida brasileira tem prazo curto e é indexada à Selic e inflação, ao contrário dos países desenvolvidos. O mercado reagiu com abertura da curva de juros, com NTNB 2032 pagando quase 8,40% e Tesouro Pré chegando a 15%. A inflação IPCA de 0,58% ultrapassou o teto da meta, e a Selic deve se manter em 14,5%.
O governo americano emitiu diretiva de controle de exportação suspendendo o acesso aos modelos Mythos 5 e Fable 5 da Anthropic, citando segurança nacional. A empresa havia lançado o Fable como versão com guardrails, mas um jailbreak teria exposto capacidades cibernéticas avançadas. O CEO Dario Amodei, que sempre pediu regulação, agora critica a ação. O episódio pode ser um prelúdio para restrições maiores em IA, similar ao que ocorreu com criptografia nos anos 90.
O Copom reduziu a Selic para 14,25%, mas alterou substancialmente o comunicado, removendo 25% e adicionando 35% do texto. O mercado interpretou a mudança como hesitação, elevando os juros futuros (DI 2036 subiu). O BC tenta justificar cortes para aliviar o aperto monetário que sufoca famílias e empresas, mas a comunicação minou a credibilidade.
O memorando de 14 pontos entre EUA e Irã encerra hostilidades, reabre o estreito e descongela até US$ 100 bilhões em ativos iranianos, além de prever US$ 300 bilhões em reconstrução. Críticos apontam que o Irã sai fortalecido, sem limites nucleares claros, e a relação EUA-Israel atinge o ponto mais tenso da história.
O Fed manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, mas removeu do comunicado qualquer sinalização sobre os próximos passos, abandonando o 'forward guidance'. O mercado interpretou a postura como mais dura, derrubando o S&P 500 e elevando o dólar e os juros futuros, que agora precificam alta de juros até o fim do ano.
O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, anunciou cinco pilares de reforma: comunicação (fim do dot plot e revisão de coletivas), balanço patrimonial, fontes de dados, impacto da tecnologia na produtividade e emprego, e marcos analíticos de inflação. Ele quer um 'orçamento base zero' nas práticas do Fed, questionando tudo que não está diretamente ligado ao mandato de pleno emprego e estabilidade de preços.
O episódio critica propostas de elevar a meta de inflação no Brasil, considerando-as uma 'porta do inferno fiscal inflacionário'. O apresentador argumenta que isso não reduziria a Selic de forma sustentável e que o verdadeiro problema é o déficit elevado e o uso de bancos públicos para expandir crédito, gerando pressão inflacionária.
As taxas dos títulos públicos brasileiros atingem recordes, com o Tesouro Pré-fixado pagando mais de 14,7% ao ano e o Tesouro IPCA+ 2050 rendendo acima de 7% de juro real. O movimento é impulsionado tanto pelo risco fiscal doméstico quanto pelo ambiente global de alta de juros, mas o diferencial entre as taxas brasileiras e americanas ainda está abaixo dos picos históricos de 2016.
O apresentador argumenta que o governo será forçado a fazer um ajuste fiscal, seja ele de esquerda ou direita, devido à restrição orçamentária imposta pelo Plano Real. No entanto, alerta para uma brecha legal criada em 2019 que permite ao Banco Central transferir lucros cambiais das reservas para o Tesouro em caso de 'severas restrições de liquidez', o que poderia ser usado para financiar a dívida pública e reativar a impressora de dinheiro, levando ao colapso da moeda.
A lei de 2019, que regulamentou a transferência de resultados do Banco Central, contém um artigo que permite, com autorização do CMN, usar os recursos da reserva de resultado para pagar a dívida pública em caso de 'severas restrições de liquidez'. Em 2020, essa brecha foi usada para transferir R$ 325 bilhões ao Tesouro. O apresentador alerta que, em um cenário de crise fiscal futura, o governo poderia repetir o movimento, gerando um ciclo vicioso de desvalorização cambial e inflação.
OpenAI e Anthropic protocolaram pedidos confidenciais de abertura de capital na SEC. O episódio discute as dúvidas sobre a viabilidade dessas empresas como investimento de longo prazo, comparando-as com a SpaceX, que tem múltiplos negócios geradores de receita. A falta de barreiras de entrada e defesas competitivas nos modelos de IA é apontada como um risco.
A Prometeus adquiriu a General Agents, cuja tecnologia VLA (video language action) permite que máquinas vejam, entendam comandos em linguagem natural e ajam, aplicável ao chão de fábrica. A aquisição foi feita em apenas quatro dias após um jantar. Além disso, há planos de um fundo de US$ 100 bilhões para comprar fábricas antigas e modernizá-las com IA, embora ainda não concretizado.
A Prometeus reúne mentes brilhantes do Google, Meta, OpenAI, xAI e DeepMind, com cerca de 150 colaboradores. O cofundador Vic Bajage, físico químico com passagem pelo Google X e Verily, complementa Bezos com conhecimento científico e networking. A presença de Wall Street (JPMorgan, Goldman Sachs, BlackRock) sinaliza mudança no financiamento de IA, com dinheiro institucional além do venture capital.
Elon Musk busca financiar a missão de tornar a vida multiplanetária, usando o boom da inteligência artificial para levantar capital. A Starlink já gera receita para financiar o projeto, mas a Starship e os data centers orbitais de IA exigem investimentos maciços. A IA é vista como justificativa para captar recursos, mas o objetivo central segue sendo Marte.
O IPO apresenta riscos como diluição de 3% devido à opção de compra da empresa Csoro por US$ 60 bilhões, que exigiria emissão de mais 444 milhões de ações. O float inicial é de apenas 5% das ações totais, mas o lockup escalonado pode liberar até 3,5 bilhões de ações em seis meses, pressionando o preço. A venda por insiders, incluindo Elon Musk, pode aumentar a oferta.
O principal risco da SpaceX é a dependência de Elon Musk, que terá controle absoluto. Sua capacidade de execução é crucial para superar desafios de engenharia, mas qualquer problema com ele (saúde, desinteresse) pode comprometer a empresa. Ao mesmo tempo, ele é o maior ativo, sendo talvez o único capaz de realizar a missão de colonizar Marte.
A SpaceX realizou o maior IPO da história, com ação abrindo a US$ 150 e atingindo US$ 177, valuando a empresa em mais de US$ 2,2 trilhões. Elon Musk tornou-se o primeiro trilionário, com patrimônio quase quatro vezes maior que o segundo colocado, Larry Page. O apresentador destaca que o IPO é um sintoma da euforia com IA e que a ação pode se beneficiar da inclusão em índices como Nasdaq 100.
A inflação americana subiu para 4,2% ao ano, mais que o dobro da meta do Fed, pressionando a próxima reunião do comitê sob novo presidente Kevin Warsh. Na Argentina, a inflação anual é de 33,6%, mas a mensal caiu para 2,1%, sinalizando que o choque fiscal de Milei pode estar funcionando. O apresentador alerta que a inflação volta a ser um problema global, afetando até as eleições de meio termo nos EUA.
O comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida atingiu 29,3%, a maior desde 2005. A parcela de juros sobre a renda disparou para 10,5%, impulsionada pela Selic alta. Mesmo com o início do corte, o nível ainda é insustentável e pressiona o consumo e a economia.
A SpaceX fez seu IPO, levantando US$ 85 bilhões com a venda de 5% da empresa. O volume de negociação nos primeiros cinco dias atingiu US$ 285 bilhões, equivalente a 10% do giro diário da Nasdaq. A ação chegou a US$ 225, valuation de US$ 2,5 trilhões, antes de recuar para US$ 185.
Vazamento de dados mostra que a OpenAI teve receita de US$ 13 bilhões em 2025, mas prejuízo total de US$ 21 bilhões, com gastos de US$ 5,7 bilhões só em vendas e marketing. Enquanto isso, o ChatGPT perde participação de mercado para o Google Gemini e Claude, caindo para menos de 50%.
Após a decisão do Fed, as probabilidades no mercado futuro da CME mudaram drasticamente: para dezembro de 2025, a maior chance agora é de aumento de 25 ou até 50 pontos-base. A curva de juros americana deu um salto, com o título de 10 anos voltando a 4,50%, e o dólar index (DXY) testou máximas de mais de um ano.
Warsh eliminou o dot plot (projeções dos membros do Fed) e reduziu o comunicado a apenas quatro parágrafos, sem qualquer orientação futura. Ele também sinalizou que as coletivas de imprensa podem deixar de ser rotineiras e que até as transcrições das reuniões (com defasagem de 6 anos) serão revisadas. A ideia é que o mercado pare de 'caçar vírgulas' e foque nos dados econômicos reais.
O apresentador explica que o governo, ao manter déficit elevado e usar bancos públicos para conceder crédito sem critérios de mercado, aquece a economia e pressiona os preços, tornando ineficaz a política monetária do Banco Central, independentemente do nível da Selic.
O episódio compara a situação brasileira com a de países que adotaram moedas estrangeiras ou uniões monetárias. Portugal e Espanha, após entrarem no euro, foram forçados a praticar austeridade, reduzindo a inflação de dois dígitos para cerca de 2%. O Equador, ao dolarizar a economia em 2000, viu a inflação cair de mais de 36% para 2-3% ao ano, mesmo sob governos de esquerda. A lição é que sem acesso à impressora de dinheiro, o governo precisa viver dentro do orçamento.
O apresentador contrasta a SpaceX, que possui negócios bilionários como Starlink e geração de receita diversificada, com a OpenAI, que depende exclusivamente de seus modelos de IA. A falta de defesas competitivas e barreiras de entrada na IA é destacada como um fator de risco para investidores.
O IPO deve ser um sucesso inicial, com alta nos primeiros dias e semanas, impulsionado por demanda forte e entrada de ETFs. No entanto, espera-se uma correção significativa após o entusiasmo inicial, devido aos riscos de engenharia, diluição e incertezas do mercado de IA. O autor não recomenda comprar no IPO, mas considera uma queda de 50% como ponto de entrada atraente.
Keiko Fujimori lidera a eleição presidencial no Peru por cerca de 1.000 votos, com resultado final previsto para julho. O apresentador associa a virada à direita na América Latina ao fim da USAID, que financiava movimentos de esquerda. Cita que a esquerda foi derrotada em praticamente todos os países da região, restando apenas o Brasil em outubro.
O primeiro-ministro do Paquistão, Sharif, afirmou que um acordo de paz final foi alcançado entre Irã e EUA, com texto concordado. O petróleo Brent caiu abaixo de US$ 88, e commodities também recuam. O apresentador cita que petroleiros estão saindo do Estreito de Ormuz, incluindo dos Emirados Árabes e do Qatar, mas alerta que ainda há incertezas sobre a durabilidade do acordo.
O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou a proibição de redes sociais para menores de 16 anos, alegando proteger a infância. O apresentador concorda com os malefícios, mas critica a intervenção estatal, defendendo que a decisão deve ser familiar. A medida pode gerar efeito rebote.
Warsh afirmou que o objetivo de inflação de 2% não muda, mas a forma como ela é medida e os fatores que a impactam (choques de oferta e demanda) serão reavaliados por uma das forças-tarefa. Ele quer usar dados mais modernos e em tempo real, em vez de indicadores defasados como os de emprego, que sofrem revisões significativas.
O apresentador conclui que, embora o cenário mais provável seja um ajuste fiscal, a incerteza é grande demais para concentrar todos os investimentos no Brasil. Ele recomenda diversificar internacionalmente como forma de seguro contra o risco de colapso do real, mencionando a consultoria financeira Liberta Wealth como opção para ajudar na alocação de patrimônio.