Sinal
🎙️ Fernando Ulrich · 2026-06-09

THE DECISION THAT COULD DESTROY THE BRAZILIAN REAL

Fernando Ulrich analisa a escalada das taxas de juros no Brasil, comparando com crises passadas e alertando para o risco de o governo usar uma brecha legal para acessar as reservas cambiais do Banco Central, o que poderia levar ao fim do Plano Real. Ele argumenta que um ajuste fiscal é inevitável, mas o cenário mais perigoso é a captura da impressora de dinheiro pelo Tesouro.

Fernando Ulrich - economista e analista de investimentos
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Principais lições

Contexto das taxas de juros no Brasil e no mundo

Exemplos históricos: Euro e dolarização do Equador

O arcabouço do Plano Real e as torneiras de emissão fechadas

A brecha legal: Lei de 2019 e o precedente de 2020

Cenário de risco: captura da impressora de dinheiro

Ajuste fiscal inevitável: dois cenários possíveis

Passos práticos

Frases marcantes

"O principal medo dos investidores passa a ser a possibilidade de o governo não conseguir se financiar, não conseguir pagar as suas dívidas."
"Uma taxa que pague inflação mais 8, 9 ou 10% pode até ser rejeitada pelo mercado, porque isso será um sinal de estresse fiscal, de risco de insolvência de governo."
"Não tendo acesso à impressora de dinheiro, o governo é obrigado a viver dentro do seu orçamento e praticar ajustes fiscais quando necessário."
"Se o governo usar essa brecha, veremos o câmbio disparando para sete, para 8, para 10, inflação de dois dígitos, porque a impressora de dinheiro do Banco Central terá sido capturada pelo tesouro."
"Esse será o fim do plano real."
"Jamais posso apostar todas as minhas fichas no Brasil, no real brasileiro. É preciso sim ter seguro, é preciso diversificar da incerteza que é a instabilidade da nossa economia."

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