The Diary of a CEO (Steven Bartlett)
JD Vance explica como passou de chamar Trump de 'Hitler americano' em 2016 a se tornar seu vice-presidente. Ele diz que Trump não foi um presidente fracassado como previa e que as instituições americanas não funcionavam como ele pensava. Vance defende que é preciso reconhecer quando se está errado e que Trump, apesar do estilo não convencional, coloca na mesa soluções antes inimagináveis, como o acordo de paz com o Irã.
Vance argumenta que a imigração em massa e rápida gera divisão inevitável, não por culpa dos imigrantes, mas pela velocidade da mudança. Ele defende que a integração só é possível quando lenta e acompanhada de oportunidades econômicas. Critica a classe política por permitir que a população nativa se sinta traída e por não garantir que os recém-chegados compartilhem valores comuns. Para ele, é natural querer vizinhos com quem se possa conversar no mesmo idioma.
A palavra 'clitóris' não consta no currículo obrigatório de obstetras e ginecologistas em 2026. Isso leva a diagnósticos errados e falta de tratamento para dor, libido e orgasmo. A dra. Rachel Rubin critica a negligência médica e defende que a educação básica sobre anatomia feminina é essencial para o prazer e a saúde.
Mais de 75% das mulheres não recebem prescrição de hormônios vaginais, apesar de serem seguros e eficazes para prevenir infecções urinárias, dor durante o sexo e melhorar a excitação. O creme de estradiol custa a partir de US$ 14 e é vendido sem receita no Reino Unido, mas nos EUA exige prescrição. A dra. Rubin defende que o acesso a esses medicamentos genéricos poderia salvar vidas e melhorar a qualidade de vida.
Apenas 1,7% das mulheres que poderiam se beneficiar da TRH recebem prescrição, devido ao medo gerado pelo estudo Women's Health Initiative (WHI) de 2002, que foi mal interpretado. A dra. Rubin esclarece que a TRH moderna é segura para a maioria das mulheres abaixo dos 70 anos, e que os benefícios superam os riscos quando prescrita corretamente. Ela divide a TRH em quatro categorias: estrogênio sistêmico, progesterona, testosterona e hormônios vaginais.
Vance relata sua infância marcada por instabilidade, com uma mãe viciada em drogas e uma sucessão de figuras paternas. Ele credita à avó, uma mulher dura e amorosa, o papel de âncora que o manteve no caminho certo. Essa experiência gerou nele um profundo senso de desconfiança e uma tendência a esperar o pior, mas também uma enorme empatia pelos outros. Ele acredita que ter uma única pessoa estável fez toda a diferença em sua vida.
Vance critica duramente George W. Bush por ter usado o patriotismo genuíno dos jovens americanos para justificar a invasão do Iraque, baseada em informações falsas. Ele próprio se alistou nos fuzileiros navais movido por esse sentimento, mas se sentiu enganado ao descobrir que a guerra não era existencial como a Segunda Guerra Mundial. Para Vance, esse tipo de abuso esgota o 'reservatório patriótico' e torna os cidadãos mais céticos em relação a futuros chamados às armas.
A testosterona feminina cai drasticamente a partir dos 30 anos, mas raramente é medida ou tratada. A dra. Rubin explica que a testosterona é essencial para a libido, excitação e orgasmo em mulheres, e que a falta dela é frequentemente ignorada pelos médicos. Ela prescreve doses baixas (1/10 da dose masculina) e observa melhora significativa em 3 a 6 meses.
A GSM afeta a vagina e a bexiga devido à queda hormonal, causando ressecamento, dor, infecções urinárias e incontinência. A dra. Rubin mostra opções de tratamento: creme de estradiol, comprimidos vaginais e anel de estrogênio, todos seguros e eficazes. Ela enfatiza que os hormônios vaginais previnem UTIs em mais de 50% e melhoram a função sexual, sendo seguros mesmo para mulheres com histórico de câncer.
Anticoncepcionais orais combinados reduzem a testosterona ao suprimir a ovulação, podendo causar queda de libido em até 27% das usuárias. Já os GLP-1 (Ozempic, Mounjaro) não têm estudos sobre efeitos sexuais femininos, mas uma pesquisa preliminar da dra. Rubin com 1.000 mulheres mostrou que 25% relatam efeitos colaterais sexuais, sendo que metade delas piora e um quarto melhora. A dra. defende que os médicos informem esses riscos para que as pacientes possam decidir.
Em um momento mais leve, Vance revela que acredita na existência de alienígenas. Ele também defende o recente acordo de paz com o Irã anunciado pela administração Trump, afirmando que é real e que os EUA são o 'sócio sênior' na relação com Israel. Sobre Netanyahu, diz não confiar em ninguém, mas que o presidente americano é quem dita as regras.