The Diary of a CEO (Steven Bartlett)
Hancock detalha a hipótese do impacto do cometa Younger Dryas, que há 12.800 anos teria causado incêndios globais, extinção da megafauna e elevação do nível do mar. Ele apresenta evidências como a camada de fuligem rica em nanodiamantes e platina, contestando a explicação oficial de que apenas lagos glaciais causaram o evento.
O episódio debate o desaparecimento da classe média nos EUA e Reino Unido. Dados mostram que, desde 1980, a fatia de renda do 1% mais rico triplicou, enquanto a dos 50% mais pobres caiu. Se a tendência continuar, o 1% controlará metade da renda em 30 anos, levando a revolução ou estado policial. A tecnologia e a financeirização de imóveis são apontadas como causas principais.
O salário mediano nos EUA é de US$ 60 mil/ano, mas deveria ser US$ 120 mil se mantivesse a participação no PIB de 1975. Apenas os 10% mais ricos se beneficiaram do crescimento econômico. A culpa é das políticas neoliberais ( Reagan, Thatcher) que cortaram impostos dos ricos, desregulamentaram e suprimiram salários. A solução proposta inclui salário mínimo digno e restauração do pagamento de horas extras.
Graham Hancock argumenta que mitos globais de dilúvio e mapas antigos, como o de Piri Reis, indicam uma civilização avançada que existiu há mais de 12 mil anos, antes do cataclismo do Younger Dryas. Ele critica a arqueologia mainstream por descartar essas evidências como coincidências, defendendo que a humanidade sofre de amnésia sobre seu passado.
Hancock aponta que a Grande Pirâmide está alinhada ao norte verdadeiro com precisão de 3 minutos de arco e que suas dimensões (altura e perímetro da base) multiplicadas por 43.200 resultam no raio polar e na circunferência equatorial da Terra. Ele argumenta que esse número, presente em mitologias globais, não pode ser coincidência e sugere conhecimento avançado perdido.
Hancock cita Göbekli Tepe, na Turquia, com 11.600 anos, como evidência de que caçadores-coletores organizaram mão de obra para construir monumentos megalíticos antes do advento da agricultura. Isso contradiz a teoria de que a agricultura era pré-requisito para civilizações complexas, sugerindo um conhecimento perdido.
O debate diferencia 'ricos produtivos' (como James Dyson ou Paul McCartney) de 'mega corporações' (Amazon, Google, Starbucks) e fundos (BlackRock) que usam paraísos fiscais e financeirizam moradias. No Reino Unido, fundos compram casas para transformar a população em 'classe de aluguel permanente'. A solução não é taxar os ricos, mas coibir a sonegação fiscal das big techs e a financeirização de imóveis.
Para um dos debatedores, a solução para a crise da classe média é a propriedade de ativos: casa própria, pequeno negócio e ações. Ele defende fundos soberanos (como o da Noruega) e 'baby bonds' (títulos para recém-nascidos). O outro debatedor rebate que, sem salários dignos, é impossível poupar para comprar ativos. O exemplo do Reino Unido, que tem direitos trabalhistas fortes mas classe média encolhida, ilustra o impasse.
A tecnologia (Netflix, Spotify, Amazon) eliminou empregos de classe média (locadoras, lojas de discos). Agora, a IA e a robótica aceleram esse processo, tornando o trabalho humano menos valioso. Mesmo com direitos trabalhistas fortes, como no Reino Unido, a população está infeliz porque não consegue competir com máquinas. A saída é a propriedade de ativos, não apenas melhores salários.
Hancock afirma que a humanidade é uma espécie imatura, liderada por indivíduos de baixa consciência que promovem nacionalismo e ódio. Ele defende o anarquismo e a superação do tribalismo, alertando que, se não mudarmos, podemos nos tornar a próxima civilização perdida, destruída por nossas próprias armas e divisões.
O Reino Unido tem salário mínimo alto, férias pagas, licença-maternidade de 39 semanas, mas sua economia cresce metade da dos EUA e a classe média está mais pobre. Os EUA, com menos direitos, têm maior renda disponível mesmo após custos de saúde. Brexit é apontado como fator que reduziu o crescimento britânico em 8-10%. O debate questiona se direitos trabalhistas são suficientes sem políticas de propriedade.