Joel Jota
Mumuzinho está desenvolvendo um sistema para automatizar a gestão de carreiras musicais, desde agendamento de shows até cálculo de custos e comissões. A plataforma visa dar transparência tanto para artistas consagrados quanto para iniciantes que tocam em bares, facilitando a vida do contratante e do músico. O cantor acredita que a tecnologia pode revolucionar o setor, que hoje fatura cerca de R$ 30 milhões por ano para artistas de pagode bem-sucedidos.
Durante o podcast, Mumuzinho propôs a Joel Jota um desafio: encontrar um talento empreendedor em comunidades carentes e potencializá-lo com mentoria, recursos e acesso a grandes nomes como Flávio Augusto. A ideia é replicar o que Regina Casé fez por ele, quando o descobriu no subúrbio. O projeto inclui gravação do processo e apoio de empresários de peso, com o objetivo de gerar impacto real na vida de alguém.
Vilela conta que o podcast nasceu despretensioso, mas hoje é um dos mais relevantes do país, com mais de 5 milhões de inscritos. Ele influencia eleições (como o caso Pablo Marçal) e é procurado por políticos e figuras públicas para pautas importantes.
Nicolai Mariano, CEO da Leo Madeiras, revela os pilares que mantêm a empresa há 83 anos no mercado, algo raro no Brasil. Ele destaca o foco no cliente, a cultura de 'ou você vende ou ajuda a vender' e a importância de um time engajado, com pessoas que ficam décadas na empresa. A Leo Madeiras fatura R$ 4 bilhões, tem 130 lojas e 4.000 colaboradores, sendo líder nacional no setor de madeiras para marcenaria.
Mumuzinho reflete sobre a diferença entre sucesso e reconhecimento, afirmando que o sucesso pode ser traiçoeiro e enganar com tapinhas nas costas. Ele valoriza mais o reconhecimento genuíno, como o carinho de fãs de diferentes idades, do que o sucesso efêmero. A visão madura vem de 20 anos de carreira e de lições aprendidas com mentores como Ben Mall.
Mumuzinho conta que aprendeu com o empresário Ben Mall a diferença entre usar objetos e amar pessoas. Ben o confrontou sobre um celular banhado a ouro, dizendo que credibilidade não está em bens materiais. A partir daí, Mumuzinho passou a valorizar mais as relações e a simplicidade, adotando a filosofia de que dinheiro serve para segurança, realização de sonhos e ajudar os outros.
Mumuzinho quer estruturar uma mentoria para cantores iniciantes, abordando desde a carreira artística até gestão financeira, reputação e relacionamento com fãs. Ele já montou uma empresa com três salas no Rio de Janeiro e contratou profissionais como Dudu Félix, ex-Universal Music. A ideia é ser um mentor, não empresário, compartilhando experiências de 20 anos de estrada.
Rogério Vilela afirma que faz o podcast para si mesmo, não para a audiência, pois se fizesse para o público se repetiria. Ele busca surpreender a si primeiro para depois surpreender o público, e vê o programa como uma forma de terapia e autoconhecimento.
Vilela diz que a agenda de convidados e temas é responsável por 80% do sucesso do programa. Ele busca equilíbrio entre esquerda, direita, humor e assuntos sérios, e se preocupa em ser factual, trazendo especialistas para temas em alta.
A Leo Madeiras criou uma fintech própria, a 'Leozinha', que permite parcelamento em até 18 vezes no cartão de crédito para o consumidor final, ajudando o marceneiro a fechar mais negócios. Além disso, a empresa entrega todos os pedidos em D+1 (dia seguinte) para os clientes, um diferencial logístico que exige centros de distribuição de grande porte, como o de 82.000 m² em Barueri.
Nicolai Mariano começou como franqueado da Leo Madeiras em 2009, após a morte do pai, e aos 16 anos já liderava a empresa da família. Em 2015, aceitou o desafio de virar executivo na matriz em São Paulo, mesmo sendo empreendedor de origem. Em 11 anos, subiu de gerente a CEO, mostrando que é possível empreender dentro de uma grande corporação.
O cantor Mumuzinho revelou que criou um servidor de GTA RP chamado Off RP, onde os jogadores podem comprar itens como carros e casas dentro do jogo. O servidor opera com escassez, limitando a 100 pessoas, e monetiza por meio de vendas internas. A ideia surgiu na pandemia, quando ele não podia fazer shows, e hoje é mais uma fonte de renda do artista.
Vilela explica que os melhores convidados são os que trazem algo que ele nunca pensou ou uma nova forma de ver o mundo. Já os piores são os que vão preparados, com respostas prontas e sem estar presentes no momento, o que dificulta a entrevista.
Com o nascimento do filho, Vilela mudou seu estilo: reduziu palavrões, passou a se vestir de forma mais sóbria e se interessou por relógios, vinhos e carros. Ele se reposiciona como empresário e mentor, buscando ensinar o que aprendeu.
Há mais de 20 anos, a Leo Madeiras mantém uma escola de marcenaria que começou com o objetivo de incluir pessoas em vulnerabilidade social e hoje oferece cursos do básico ao avançado. A escola não forma funcionários para a Leo, mas sim mão de obra qualificada para o mercado, fortalecendo todo o setor e gerando demanda para a própria empresa.
A Leo Madeiras, controlada pela família Sabel, passou por um processo de profissionalização nos últimos 13 anos sob a liderança de Andreia Sabel (3ª geração). Hoje tem conselho independente, comitês e uma estrutura de governança que permitiu a transição do bastão para Nicolai Mariano como CEO, mantendo o capital fechado e visão de longo prazo.