Os Socios (Grupo Primo)
O psiquiatra Vitor Blazius afirma que o álcool é a principal causa de morte evitável dos 18 aos 39 anos, superando outras drogas. Ele destaca que 50% dos homicídios e a maioria dos suicídios envolvem álcool, e que a substância causa mais dependência que a cocaína (15% dos que experimentam se tornam dependentes). Apesar disso, a percepção de risco é baixa devido à normalização cultural e à influência da indústria.
Blazius explica que a ideia de que uma taça de vinho faz bem ao coração (curva em J) foi desmentida por estudos mais robustos, como a randomização mendeliana. O maior estudo sobre o tema, o MAT 13, foi cancelado após revelar que a indústria de bebidas tentava manipular os resultados para mostrar benefícios. Hoje, sabe-se que qualquer consumo de álcool aumenta o risco de doenças.
O IPCA, indicador oficial de inflação, é criticado por não refletir a alta real de preços no dia a dia. O economista Guilherme Cadonhoto explica que o índice é uma média de uma cesta de consumo de 220 milhões de brasileiros, com itens como caldo de tucupi e passagem aérea, que não representam a realidade de cada um. Ele defende que o IPCA não é maquiado, mas sim uma média que sempre será diferente da inflação pessoal de cada consumidor.
O Grupo Primo lançou o ETF GPC11, focado em proteção contra a inflação, com a menor taxa do mercado brasileiro: 0,10% ao ano (taxa total). O fundo investe em títulos públicos indexados ao IPCA com prazo médio de 2 anos, garantindo alta correlação com a inflação de curto prazo e alíquota de IR de 15%. A gestora absorve custos como o formador de mercado, algo raro no setor.
O médico denuncia que o CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) é bancado pela indústria de bebidas e divulga informações distorcidas, como a de que jovens estão bebendo menos, enquanto o consumo geral se mantém ou aumenta. Ele cita que a indústria financia estudos e campanhas que minimizam os danos do álcool, dificultando a implementação de medidas eficazes, como rótulos de advertência e restrição de horários de venda.
Blazius explica que o alcoolismo é um transtorno que sequestra o sistema de recompensa cerebral, e que qualquer pessoa pode desenvolver dependência se consumir álcool por tempo suficiente. Ele critica o estigma que trata o vício como falha de caráter, e destaca que fatores genéticos e ambientais interagem, mas o consumo é a causa principal. A taxa de dependência entre homens que bebem é de 25%.
O psiquiatra alerta que 50% das mulheres não sabem que não podem beber durante a gestação. O álcool pode causar a síndrome alcoólica fetal, que afeta 1% das gestações no Brasil e pode ser confundida com TDAH. Ele critica a ausência de rótulos de advertência nas bebidas alcoólicas, ao contrário do cigarro, e menciona que a indústria resiste a essas medidas, como visto na reação da Itália à legislação irlandesa.
O economista alerta que o Tesouro IPCA+, apesar de popular, pode não proteger o investidor contra picos de inflação no curto prazo devido à marcação a mercado. O título mais curto disponível no Tesouro Direto vence em 2032, e uma alta súbita da inflação pode gerar perdas em janelas de 12 meses. O ETF GPC11, com prazo médio de 2 anos, foi desenhado para evitar esse problema.
Blazius analisa a lei seca americana, argumentando que a narrativa de que a proibição gerou crime organizado é parcial. Ele explica que a medida foi uma resposta a uma epidemia de alcoolismo, mas foi mal implementada, sem educação popular e com foco apenas na proibição. O crime organizado já existia e usou o álcool como uma janela, mas a solução não é abandonar a regulação, sim criar políticas baseadas em evidências.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) está subindo, impulsionado por combustíveis e commodities, o que indica que a inflação ao consumidor deve aumentar nos próximos meses. Historicamente, o IGPM antecede o IPCA em 6 a 9 meses, pois capta preços ao produtor e de construção civil que depois são repassados ao consumidor final.
O episódio explica que ETF não é uma classe de ativo, mas uma tecnologia que replica índices com baixo custo. Diferente de fundos ativos, onde gestores tentam superar o mercado (e muitas vezes falham), o ETF busca apenas seguir um índice, com taxas muito menores. No Brasil, a maioria dos gestores não consegue bater o Ibovespa no longo prazo, tornando o ETF uma opção mais racional.