Joel Jota
Flávio Augusto explica como a Mentor League Society (MLS) nasceu da ideia de dar equity a mentores, algo inédito no mercado de mentorias. A MLS opera como uma liga (single entity) onde mentores são sócios da holding, podendo participar de um futuro IPO. O modelo já gerou R$ 1 bilhão em receita em dois anos, com margem de 70% e ticket médio de R$ 136 mil anuais.
Vilela conta que o podcast nasceu despretensioso, mas hoje é um dos mais relevantes do país, com mais de 5 milhões de inscritos. Ele influencia eleições (como o caso Pablo Marçal) e é procurado por políticos e figuras públicas para pautas importantes.
Flávio aponta que a universidade não prepara empreendedores, e 80% das empresas fecham em 10 anos. A MLS oferece aprendizado rápido e prático com mentores que são empresários reais. A educação empresarial é vista como causa de impacto social, já que micro e pequenas empresas geram 70% dos empregos no Brasil.
Flávio lista cinco premissas para construir negócios de alto valor: dor clara, causa associada, escala, margem alta e recorrência. Ele exemplifica com a MLS, que tem margem de 70% e recorrência via ecossistema. O empresário já participou de 12 transações que somam mais de R$ 5,5 bilhões.
Rogério Vilela afirma que faz o podcast para si mesmo, não para a audiência, pois se fizesse para o público se repetiria. Ele busca surpreender a si primeiro para depois surpreender o público, e vê o programa como uma forma de terapia e autoconhecimento.
Vilela diz que a agenda de convidados e temas é responsável por 80% do sucesso do programa. Ele busca equilíbrio entre esquerda, direita, humor e assuntos sérios, e se preocupa em ser factual, trazendo especialistas para temas em alta.
Além de aprender com mentores, os clientes da MLS se beneficiam do networking com outros empresários, gerando novos negócios, sócios e investidores. Flávio compara o investimento a uma verba de marketing, com retorno potencial muito superior. Muitos clientes já fizeram negócios dentro da rede.
Flávio alerta para a proliferação de mentores sem autoridade ou resultados. Ele defende que o número de seguidores não é indicador de qualidade; o que importa é a história pregressa e a legitimidade. A MLS seleciona mentores com base em suas realizações práticas.
Vilela explica que os melhores convidados são os que trazem algo que ele nunca pensou ou uma nova forma de ver o mundo. Já os piores são os que vão preparados, com respostas prontas e sem estar presentes no momento, o que dificulta a entrevista.
Com o nascimento do filho, Vilela mudou seu estilo: reduziu palavrões, passou a se vestir de forma mais sóbria e se interessou por relógios, vinhos e carros. Ele se reposiciona como empresário e mentor, buscando ensinar o que aprendeu.