The Rest is History
O episódio argumenta que a República Holandesa, surgida da revolta contra a Espanha no século XVI, foi o berço do capitalismo moderno. Criou instrumentos financeiros como bolsa de valores, depósitos bancários, futuros e opções, tornando-se o estado mais rico per capita do mundo no século XVII. Isso importa porque mostra como uma pequena nação rebelde revolucionou o sistema financeiro global.
O episódio explica como Hitler, que cantou 'Deutschland über alles' na Primeira Guerra, manteve o hino ao chegar ao poder em 1933, mas trocou a terceira estrofe (unidade e justiça) pela primeira, reinterpretando-a como afirmação de superioridade alemã. Além disso, os nazistas adotaram a 'Horst-Wessel-Lied' como segundo hino, transformando-a em símbolo do regime. Após a guerra, a canção foi banida e ainda hoje é ilegal exibir seus primeiros versos em público.
O episódio traça uma linhagem direta da Revolta Holandesa (século XVI) para as revoluções inglesas do século XVII e a Revolução Americana de 1776. Os founding fathers americanos se inspiraram na luta holandesa contra o império espanhol, que substituiu uma monarquia imperial por uma república federal chamada Províncias Unidas. Isso mostra como ideias de liberdade e república viajaram através dos séculos.
O episódio destaca que a República Holandesa foi um dos primeiros estados a praticar tolerância religiosa (embora não oficial), abrigando calvinistas, católicos e judeus. Isso gerou um ambiente de ceticismo religioso que floresceu no Iluminismo. Além disso, 60% da população vivia em cidades, uma taxa altíssima para a época, criando uma cultura burguesa e doméstica retratada por pintores como Vermeer.
Em 1º de abril de 1572, os 'mendigos do mar' (piratas calvinistas) tomaram o porto de Brielle, que estava desguarnecido porque a guarnição havia saído para pescar. Esse evento inesperado reacendeu a revolta, levando cidades da Holanda e Zelândia a expulsar guarnições espanholas e declarar apoio a Guilherme de Orange. Foi o ponto de virada que impediu a derrota total dos rebeldes.
O episódio desmistifica a origem do hino alemão, mostrando que a letra 'Deutschland über alles' não era um chamado à conquista, mas um apelo liberal pela unificação dos estados germânicos em 1841. O poeta August Heinrich Hoffmann von Fallersleben escreveu a canção para promover a unidade, não a supremacia. O hino só foi associado ao militarismo após a apropriação nazista.
Após 1945, a Alemanha Ocidental ficou sem hino oficial por anos, enquanto políticos debatiam se deveriam resgatar a 'Canção dos Alemães' ou criar algo novo. Chegou-se a usar uma canção carnavalesca chamada 'Trizonesien-Lied' em eventos oficiais, causando constrangimento. Em 1952, o chanceler Konrad Adenauer pressionou e o presidente Theodor Heuss cedeu, adotando apenas a terceira estrofe, que é cantada até hoje. A controvérsia refletiu a dificuldade de lidar com o passado nazista.
O episódio explora a figura de Guilherme de Orange, líder da revolta holandesa, que no hino nacional jura lealdade ao rei da Espanha – seu inimigo. Isso reflete a ambiguidade da revolta: os rebeldes não se viam como traidores, mas como leais servos de um rei mal informado. Guilherme, apelidado de 'o Silencioso', personifica essa contradição, sendo um príncipe alemão que se tornou o 'pai da pátria' holandesa.
O episódio relata incidentes recentes que mostram que o hino continua dividindo os alemães. Em 2023, políticos do partido de extrema direita AfD foram filmados cantando a primeira estrofe em Nova York, gerando críticas. Simultaneamente, o vice-presidente do partido de esquerda Die Linke, Bodo Ramelow, sugeriu substituir o hino por uma canção de Bertolt Brecht, argumentando que muitos alemães orientais não se identificam com o atual. A discussão revela tensões persistentes sobre identidade nacional e o legado do nazismo.