My First Million
O convidado mostra que menos de 10% dos gestores ativos superam o índice em 10 anos, e em 20 anos são apenas alguns nomes como Peter Lynch e Buffett. Ele defende que 50-70% da carteira deve ser em índices amplos de baixo custo, como o VOO da Vanguard, que se tornou o primeiro ETF a ultrapassar US$ 1 trilhão. A mensagem central é que tentar vencer o mercado é perda de tempo para a maioria.
O episódio discute como as vendas por pânico são prejudiciais: um terço dos investidores que vendem em crises nunca mais retorna às ações. Um estudo da Universidade de Chicago mostra que vendas aleatórias superam as decisões dos gestores em 150-200 pontos-base, porque as compras são racionais e as vendas, emocionais. A recomendação é tomar menos decisões e evitar o trading frequente.
O convidado critica abertamente figuras como Robert Kiyosaki (Rich Dad Poor Dad) e o blog Zero Hedge por previsões catastróficas que não se concretizaram. Ele cita o tweet de Kiyosaki em 2018 mandando vender imóveis nos EUA, justamente antes da maior alta do setor. A lição é que 90% do conteúdo financeiro é lixo e que ninguém sabe prever o futuro – por isso, humildade e indexação são o caminho.
O convidado explica sua metáfora: o tronco da árvore é o índice amplo (beta), e os enfeites são apostas pessoais (alpha). Ele alerta que mesmo com uma pequena parcela 'cowboy', a chance de superar o mercado é baixa. A ideia é manter a maior parte em índices e usar uma fatia pequena para 'se divertir', reconhecendo que isso provavelmente reduzirá o retorno total.
O convidado explica que o direct indexing permite colher prejuízos fiscais (tax-loss harvesting) ao vender ações individuais com queda e substituí-las por similares, sem alterar o perfil do portfólio. Um estudo da O'Shaughnessy mostrou que isso pode gerar 400 pontos-base de benefício em anos de crise. É útil para quem tem grandes ganhos concentrados, como fundadores de startups.
O convidado destaca três figuras: Richard Barton (Expedia, Zillow), que 'liberta dados' para o consumidor; David Rubenstein (Carlyle Group), que usou sua influência para restaurar monumentos nacionais e comprar o Baltimore Orioles; e Jim Simons (Renaissance Technologies), que parecia um 'professor desleixado' mas criou o fundo mais bem-sucedido da história. A mensagem é que o sucesso muitas vezes vem de pessoas fora do radar.