How the Ex-Goldman CEO actually invests his own money
Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs, revela como investe seu próprio dinheiro: 98% em ativos de risco, com day trading ativo em big tech e energia. Discute sorte vs. habilidade, resiliência, gestão de risco, e a importância de uma vida além do trabalho. Episódio rico em insights sobre mentalidade de investimento e liderança.
Lloyd Blankfein - ex-CEO e chairman sênior do Goldman SachsShaan Puri - co-host do My First MillionSam Parr - co-host do My First Million
Blankfein investe 98% em ativos de risco, sendo 75-90% em ações individuais e o restante em ETFs, focando em big tech, energia e serviços financeiros.
Ele faz day trading diariamente como hobby, usando iPad e telefone, sem equipe, e afirma que o mercado é como música de fundo.
A diferença entre um investidor excelente e um mediano é pequena; sorte e timing são cruciais, como ele próprio se tornou CEO por acaso.
Resiliência e capacidade de se adaptar a novas informações, ignorando perdas passadas, são marcas dos melhores traders.
Blankfein recomenda que jovens invistam em equities diversificados (como S&P 500) e evitem tentar vencer o mercado, mas ele próprio faz o oposto por prazer.
A insegurança e a busca por afirmação são comuns entre os poderosos; ninguém sabe tudo, e a humildade intelectual é uma vantagem.
A história mostra que crises são superadas; não apostar contra os EUA é uma filosofia central, e ler história ajuda a contextualizar o presente.
Dar com a mão quente (em vida) é mais significativo do que deixar herança; Blankfein lida com a ambivalência de dar aos filhos.
Portfólio pessoal e filosofia de investimento
Blankfein tem 98% em ativos de risco: 95-98% em equities, dos quais 75-90% em ações individuais e o restante em ETFs (como VOO).
Ele é fortemente concentrado em big tech (Google, Microsoft, Nvidia, Oracle) e também em energia e serviços financeiros, áreas que conhece profundamente.
Day trade diariamente como hobby, sem equipe, usando apenas iPad e telefone; o mercado é 'música de fundo' para ele.
Afirma que superou o mercado significativamente ao longo do tempo, mas atribui isso ao foco em setores que entende, não a uma habilidade superior.
Para a maioria das pessoas, recomenda um portfólio simples: 90% em índice amplo (S&P 500) e 10% em bonds, especialmente para jovens que podem absorver riscos.
Ele mesmo não segue esse conselho porque investir é seu hobby e sua carreira; o risco não afeta sua vida materialmente.
Sorte, timing e a diferença entre sucesso e fracasso
Blankfein tornou-se CEO do Goldman Sachs porque seu predecessor foi nomeado secretário do Tesouro; se não, ele poderia ter sido 'velho demais' depois.
A diferença entre um investidor excelente e um que não consegue é pequena, como um torneio de golfe vencido por um único stroke.
Mercados de alto desempenho são 'winner-take-all': o melhor ator consegue todos os papéis; o segundo melhor espera mesas.
Ele cita que a sorte é essencial: você pode ser o corredor mais rápido, mas se as Olimpíadas forem no ano errado, nunca medalha.
A insegurança e a necessidade de afirmação são comuns entre os bem-sucedidos; muitos líderes são movidos por suas falhas.
Gestão de risco e resiliência
Após a crise de 2008, o Goldman Sachs ficou 'gun-shy'; Blankfein teve que incentivar a tomada de risco, pois sem risco não há crescimento.
Um bom gestor de risco não apenas reprime riscos, mas também os promove quando necessário para o progresso.
A resiliência é a qualidade mais importante em traders: eles se adaptam rapidamente a novas informações, ignorando perdas passadas.
À medida que se envelhece, a prioridade muda de maximizar ganhos para preservar o que se tem; jovens podem 'sobreviver aos próprios erros'.
Blankfein é naturalmente ansioso, o que o ajudou a antecipar problemas no trabalho, mas ele mantém uma visão otimista de longo prazo.
O investimento de Warren Buffett no Goldman Sachs durante a crise
Buffett investiu US$ 5 bilhões em preferred stock do Goldman Sachs durante a crise financeira de 2008, sem due diligence formal.
A ligação foi rápida: Buffett disse 'vou mandar o dinheiro, estou levando meu neto ao Dairy Queen' e pediu apenas um compromisso verbal de que Blankfein não venderia suas ações antes dele.
Buffett minimizou o risco: 'US$ 5 bilhões não é nem um furacão ruim na Costa Leste para a Berkshire'.
O dinheiro em si não era crucial para o Goldman (eles tinham capital), mas o selo de aprovação de Buffett restaurou a confiança do mercado.
Blankfein tentou listar riscos, mas Buffett respondeu: 'Conheço você bem o suficiente para saber que você se preocupa o suficiente por nós dois'.
Day trading e fontes de informação
Blankfein faz múltiplas trades por dia, mas não usa computador; opera via iPad e telefone, com ordens pré-colocadas quando está ocupado.
Sua principal fonte de informação são conversas telefônicas e textos com contatos; ele lê jornais (New York Post, WSJ, FT, Bloomberg) e acompanha notícias de negócios.
Ele vê empresas como 'pequenas histórias' e o mercado como 'fofoca'; não usa modelos quantitativos complexos.
Evita revelar trades específicos para não soar 'inteligente ou estúpido' dependendo do dia; foca em setores que conhece: tech, energia, financeiro.
Apesar de day trader, não recomenda isso para outros; para ele é um hobby, não uma necessidade financeira.
Democratização do investimento e riscos para pequenos investidores
Blankfein apoia plataformas como Robin Hood que democratizam o acesso a investimentos, mas critica a gamificação excessiva (confetes, high-fives) que mascara os riscos.
Pessoas sem muito dinheiro podem perder mais do que podem pagar; o design 'tipo videogame' pode ser um desserviço.
Para a maioria, ele recomenda ETFs amplos e evitar stock picking; a simplicidade vence no longo prazo.
Ele próprio ignora paywalls de notícias: se um artigo está bloqueado, simplesmente não lê; há muitas outras fontes.
Vida pessoal, dinheiro e filhos
Blankfein cresceu em East New York, Brooklyn, filho de um carteiro; nunca voou de avião até depois da faculdade e tinha US$ 11 no bolso no primeiro ano.
Ele ainda se sente 'o garoto dos projetos' e tem dificuldade em se considerar rico, apesar de sua fortuna.
Sua esposa Laura cuida de todas as finanças domésticas; ele nunca pagou uma conta em 40 anos e brinca: 'quanto ela poderia roubar? É tudo dela de qualquer forma'.
Ele dá dinheiro aos filhos, mas sente ambivalência: 'por que estou reclamando que eles têm o que eu dei?'
Aconselha dar com a mão quente (em vida) em vez de deixar herança; cita a frase 'give with your warm hand, not your cold hand'.
Filhos de líderes enfrentam pressão extra para provar que merecem suas posições; todos os seus filhos trabalharam brevemente no Goldman, mas acharam muito pesado.
Leitura, história e visão de mundo
Blankfein recomenda estudar história: 'a história não se repete, mas rima'; padrões do passado ajudam a contextualizar o presente.
Ele lê sobre cosmologia, física quântica, linguística, antropologia e história medieval; cita Barbara Tuchman (A Distant Mirror) e Robert Caro (The Power Broker).
Reler O Power Broker depois de décadas mudou sua percepção: passou a valorizar mais as realizações de Robert Moses e a entender a dificuldade de 'fazer as coisas acontecerem'.
Ele é otimista em relação aos EUA: 'não aposte contra a América'; cada geração enfrenta seus desafios, mas o país sempre se supera.
Crítica o revisionismo histórico excessivo: 'Colombo navegou para um continente que não sabia que existia em um navio menor que sua piscina; dê algum crédito'.
A imigração e o empreendedorismo são forças centrais dos EUA; ele admira pequenos negócios de imigrantes como símbolo do sonho americano.
Conselhos para jovens e empreendedores
Blankfein sugere que jovens invistam em equities diversificados (S&P 500) e evitem stock picking; o tempo é o maior aliado.
Para quem quer ser empreendedor, é preciso aceitar o risco de falhar e perder o dinheiro dos outros; não há crescimento sem risco.
Ter um cônjuge apoiador é transformador; ele credita à esposa o suporte logístico que permitiu sua carreira.
Ele não se considera um grande investidor, mas um bom gestor e estrategista; ninguém pode ser o melhor em tudo em uma empresa complexa.
A frase que ouviu ao se tornar sócio: 'viva de forma que seu obituário tenha nove parágrafos, e no máximo três sejam sobre Goldman Sachs'.
Passos práticos
Invista em um portfólio simples: 90% em ETF de índice amplo (como VOO) e 10% em bonds, especialmente se você é jovem.
Evite day trading a menos que seja um hobby e você possa arcar com perdas sem afetar seu estilo de vida.
Cultive resiliência: ao tomar decisões, foque em novas informações, não em perdas passadas.
Leia história para contextualizar o presente e evitar reações exageradas a crises temporárias.
Se for empreendedor, aceite que o risco de fracasso é inerente; sem risco não há progresso.
Considere dar dinheiro ou herança em vida ('com a mão quente') para aproveitar o impacto positivo.
Mantenha um cônjuge ou parceiro que apoie sua carreira e divida responsabilidades domésticas.
Não subestime a sorte: esteja preparado para oportunidades que surgem do acaso.
Frases marcantes
"A diferença entre alguém realmente bom e alguém que não consegue não é tão grande. É como um torneio de golfe vencido por um único stroke."
"Ninguém sabe nada. Eu sei que ninguém sabe nada; os outros apenas se perguntam."
"Se você não assume risco, não avança. Não há crescimento. Você não pode ser empreendedor sem risco."
"O mercado é como música para mim. Está lá, acontecendo. Não preciso ficar olhando fixamente."
"Não aposte contra a América. Mesmo nos piores momentos, sempre há esperança."
"Viva de forma que seu obituário tenha nove parágrafos, e no máximo três sejam sobre Goldman Sachs."
Mencionados no episódio
Goldman Sachs - banco de investimento onde Blankfein foi CEO
Warren Buffett - investidor, CEO da Berkshire Hathaway
Berkshire Hathaway - conglomerado de investimentos de Buffett
Jeff Bezos - fundador da Amazon
Elon Musk - CEO da Tesla e SpaceX
SpaceX - empresa de exploração espacial de Elon Musk
Oracle - empresa de tecnologia de Larry Ellison
Nvidia - fabricante de chips
Microsoft - empresa de tecnologia
Google - empresa de tecnologia
VOO - ETF que rastreia o S&P 500
S&P 500 - índice do mercado de ações dos EUA
Robin Hood - plataforma de investimentos
New York Post - jornal
Wall Street Journal - jornal financeiro
Financial Times - jornal financeiro
Bloomberg - serviço de notícias financeiras
Netflix - serviço de streaming
Dairy Queen - rede de fast food
Die with Zero - livro de Bill Perkins
Bill Perkins - autor de Die with Zero
Street Wise: Getting to and Through Goldman Sachs - livro de Lloyd Blankfein
Titan - biografia de John D. Rockefeller por Ron Chernow
Ron Chernow - biógrafo
The Power Broker - biografia de Robert Moses por Robert Caro
Robert Caro - biógrafo
A Distant Mirror - livro de Barbara Tuchman
Barbara Tuchman - historiadora
The Guns of August - livro de Barbara Tuchman
Undaunted Courage - livro de Stephen Ambrose sobre Lewis e Clark
Sacajawea - guia indígena da expedição Lewis e Clark
Lewis and Clark - exploradores
Ken Burns - documentarista
American Revolution - documentário de Ken Burns
The British Are Coming - livro de Rick Atkinson
Rick Atkinson - historiador
Barnard College - faculdade onde a esposa de Blankfein é chair
Harvard - universidade onde Blankfein estudou
HubSpot - empresa de software, patrocinadora do episódio