The Human Upgrade (Dave Asprey)
O Dr. Dave Rabin recomenda a cetamina como ponto de partida ideal para quem quer explorar terapias psicodélicas, por ser a mais suave, durar apenas 60 minutos e ser legal e acessível em quase todos os estados dos EUA. Diferente de outros psicodélicos, a cetamina não interage com antidepressivos SSRIs/SNRIs, evitando o risco de síndrome serotoninérgica, que pode ser fatal. A terapia assistida por cetamina inclui sessões de preparação e integração, potencializando os benefícios duradouros.
Estudos com MDMA mostram que a terapia assistida por psicodélicos pode reverter alterações epigenéticas causadas por trauma, como a metilação do gene do receptor de cortisol. Em ensaios clínicos, três doses de MDMA em 12 semanas induziram reparo epigenético proporcional à melhora clínica em pacientes com TEPT. Isso demonstra que o trauma não é apenas gerenciável, mas curável em nível molecular, oferecendo esperança para condições antes consideradas resistentes ao tratamento.
O dermatologista Dr. Michael Christopher revela que a maioria dos dermatologistas não usa o dermatoscópio de forma sistemática, resultando em diagnósticos imprecisos. Ele detecta 10 vezes mais melanomas que a média (140-250 por ano) ao examinar cada pinta com o aparelho. A falta de treinamento adequado na residência médica é apontada como a principal causa do problema.
Nos primeiros 30 minutos do dia, uma pessoa com smartphone absorve tanta informação quanto um indivíduo médio na década de 1950 em uma semana inteira. Esse bombardeio constante ativa o circuito de medo da amígdala, mantendo a maioria das pessoas em um estado de 'luta ou fuga' crônico. A frequência respiratória média em consultórios médicos (14-18 respirações/min) está muito acima do ideal de 5-7 respirações/min, evidenciando que a população vive em estresse basal sem perceber.
Diferente do aprendizado cognitivo tradicional (top-down), os psicodélicos proporcionam uma experiência corporal de segurança que silencia a amígdala hiperativa. Eles amplificam vias de segurança no córtex insular, que envia sinais inibitórios diretos ao centro do medo. Isso permite que pessoas que nunca se sentiram seguras acessem esse estado, facilitando a reprogramação de respostas traumáticas. A sensação de segurança é um pré-requisito para a cura, e os psicodélicos a tornam acessível mesmo para quem não consegue alcançá-la apenas com técnicas de respiração.
O Dr. Rabin critica o modelo psiquiátrico atual, que rotula pacientes como 'resistentes ao tratamento' quando os medicamentos padrão não funcionam a longo prazo. Ele argumenta que os remédios são bons para estabilização aguda, mas péssimos para manejo crônico, gerando efeitos colaterais e dependência. Quase 50% dos pacientes com depressão, ansiedade e TEPT não respondem a duas ou mais tentativas de tratamento, o que indica falha do sistema, não do paciente. A terapia assistida por psicodélicos, com poucas doses, oferece remissão sustentada por meses ou anos.
Muitos protetores solares químicos trazem o aviso Prop 65 por conterem ingredientes potencialmente cancerígenos. O Dr. Christopher recomenda o uso de protetores minerais (óxido de zinco e dióxido de titânio) como alternativa segura. Ele também explica que a luz visível pode escurecer a pele mesmo com protetor, mas sem causar danos UV.
O Dr. Christopher alerta que o uso de melanotan, peptídeo que estimula o bronzeamento, pode ativar receptores em células de melanoma e potencializar o crescimento do câncer. Embora os dados sejam limitados, há relatos de desenvolvimento de melanoma após o uso. Ele recomenda cautela, especialmente em pessoas com histórico familiar ou muitos sinais.
O Dr. Christopher defende o uso de tretinoína (retin-A) como o tratamento mais eficaz e barato para rejuvenescimento da pele, espessamento da epiderme e redução de rugas. Ele critica a necessidade de prescrição nos EUA, enquanto em outros países é vendido sem receita. A adaptação da pele requer uso noturno por 8 semanas consecutivas.
O Dr. Christopher atribui o aumento dos casos de melanoma às mudanças nos hábitos de exposição solar ao longo do século. Fotos de 1920 mostravam pessoas na praia totalmente cobertas, enquanto hoje a exposição é muito maior. Ele destaca que a radiação UV deixa 'impressões digitais' no DNA dos melanomas, comprovando a relação causal.