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Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, iniciou delação premiada apontando membros do PT da Bahia, como Jaques Wagner e Rui Costa, como beneficiários de propinas em troca da operação do crédito consignado Cred. Também citou Alexandre Silveira, ministro de Lula, por suposto pagamento de R$ 20 milhões em caixa dois, e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, por propinas via escritório de advocacia. A delação expõe a rede de corrupção que sustentou o império financeiro de Vorcaro.
O Banco Master, através do cartão Cred, oferecia empréstimos consignados a servidores públicos com juros que chegavam a 100% ao ano, sendo que 30% ou mais iam para o banco. O governo da Bahia, sob Rui Costa, proibiu a portabilidade de crédito, mantendo os servidores presos a essas taxas. O modelo foi expandido para outros estados, como Rio de Janeiro e Amapá, com apoio político, gerando lucros bilionários às custas dos aposentados e servidores.
Vorcaro contratou o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes por R$ 129 milhões e também o escritório de Lewandowski, ex-ministro do STF e então ministro da Justiça. Participou de reunião com Lula, Galípolo e Rui Costa, onde Lula teria aconselhado a não vender o banco. A proximidade com autoridades era vista por Vorcaro como forma de proteção e influência, mas agora é investigada como possível tráfico de influência.
O episódio relaciona a disparada da curva de juros futuros e a alta do dólar (de R$ 4,91 para R$ 5,20 em um mês) à percepção de que Lula vencerá as eleições. A inflação acima da meta e a desvalorização da moeda são atribuídas à gestão econômica do governo Lula. A metáfora da 'amiga caloteira' ilustra o risco Brasil.
A delação de Vorcaro sobre o filme de Bolsonaro não trouxe novas acusações contra Flávio, sepultando a narrativa da esquerda. Em contrapartida, Vorcaro aprofundou sua relação com um ministro do STF (provavelmente Toffoli) e dois ministros de Lula. O contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Alexandre de Moraes é apontado como tráfico de influência.
Dezoito fundos de pensão, incluindo Rio Previdência e Amaprev, investiram cerca de R$ 5 bilhões no Banco Master. A Rio Previdência perdeu 90% do valor investido, com rendimento inferior à poupança. O presidente da Amaprev, indicado por Davi Alcolumbre, foi afastado após operação da PF. Os prejuízos são cobertos pelo estado, ou seja, pelo contribuinte, já que fundos de pensão não têm garantia do FGC.
O Banco de Brasília (BRB) adquiriu massivamente créditos do Banco Master entre 2024 e 2025, movimentando mais de R$ 30 bilhões. Destes, pelo menos R$ 13 bilhões eram créditos falsos. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso por receber vantagens indevidas, incluindo imóveis de Vorcaro. Agora, o BRB precisa de quase R$ 9 bilhões para cobrir o rombo, dinheiro que virá do contribuinte.
O senador Renan Calheiros denunciou que o Banco Central, sob Gabriel Galípolo, pediu ao FGC um empréstimo de R$ 11 bilhões para o Master, tendo sido liberados R$ 700 milhões. Galípolo teria mentido sobre o assunto no Senado. A acusação envolve também três diretores do BC afastados por suposta advocacia administrativa em favor do Master. A delação de Vorcaro pode trazer mais detalhes.
O episódio argumenta que pesquisas do IPEC em 2022 distorceram intenções de voto no Paraná e no segundo turno presidencial, influenciando o comportamento do eleitorado. A tese é que esses dados criaram uma falsa percepção de vantagem de Lula, levando à abstenção de 20% dos eleitores. A análise sugere que as pesquisas são ferramentas de manipulação política.
Segundo a coluna de Bela Megale, Lula reclamou de Alexandre de Moraes em conversas reservadas, mas aliados trabalham para reaproximá-los, pois Moraes presidirá o STF em 2027. O episódio critica a politização do STF e a negociação entre poderes, lembrando que em 2022 Lula teve 12 vezes mais comerciais que Bolsonaro no segundo turno sob a presidência de Moraes no TSE.
Aliados de Lula reconhecem que os ataques a Flávio geraram desgaste inicial, mas que a narrativa não se sustentará até as eleições. O episódio lista fatores que minam a reeleição de Lula: caos econômico, escândalos do INSS envolvendo seu filho, caso Master, e sigilo de 100 anos em processo de bets. A conclusão é que o povo não é idiota e sente os efeitos no bolso.