Huberman Lab
Huberman apresenta os neurônios von Economo, localizados na ínsula posterior, que integram sensações corporais e motivacionais. Esses neurônios permitem que humanos superem reflexos de estiramento e dor, promovendo relaxamento e maior amplitude de movimento. Eles são enriquecidos em humanos e estão ligados à capacidade de 'relaxar no alongamento' e modular a ativação simpática/parassimpática.
Huberman detalha os componentes neural, muscular e de tecido conjuntivo envolvidos na flexibilidade. Explica o papel dos fusos musculares (que detectam estiramento e ativam contração reflexa) e dos órgãos tendinosos de Golgi (que detectam carga excessiva e inibem a contração). Esses mecanismos são essenciais para entender como o corpo regula a amplitude de movimento e previne lesões.
Huberman revisa estudos que comparam alongamento dinâmico, balístico, estático e PNF. O alongamento estático (segurar a posição por 30 segundos) mostrou os melhores resultados a longo prazo para aumentar a amplitude de movimento. A recomendação é de pelo menos 5 minutos por semana por grupo muscular, distribuídos em 2-4 séries de 30 segundos, 5 dias por semana.
Um estudo de seis semanas com dançarinos mostrou que alongamento estático de baixa intensidade (30-40% da dor) aumentou mais a amplitude de movimento ativa do que o alongamento moderado (80% da dor). Isso sugere que não é necessário sentir dor para ganhar flexibilidade; o esforço leve e relaxado é mais benéfico e reduz risco de lesão.
Um estudo publicado no Cerebral Cortex mostrou que praticantes de yoga têm tolerância à dor até duas vezes maior que não praticantes, além de maior volume de massa cinzenta na ínsula. Isso indica que a prática não só melhora flexibilidade, mas também reestrutura áreas cerebrais ligadas à percepção interna e ao controle da dor, promovendo benefícios mentais e de gerenciamento de estresse.
Huberman recomenda aquecer o corpo com 5-10 minutos de exercício cardiovascular leve antes do alongamento estático para evitar lesões. Alongamento estático antes de treinos de força ou corrida pode prejudicar o desempenho, por isso é melhor realizá-lo após o exercício principal. No entanto, em casos de lesão ou necessidade de amplitude para forma correta, o alongamento prévio pode ser benéfico.