Raul do Investidor Sardinha expõe duas polêmicas: o Itaú acusado de cobranças indevidas por 14 anos com artimanhas para dificultar cancelamento, e o Banco Inter sob pressão por remuneração excessiva de executivos (8% do lucro) enquanto adia metas de rentabilidade. O episódio critica a imprensa por blindar bancões e orienta clientes a denunciar ao BC, processar e migrar para instituições éticas como a UVP.
Raul (Investidor Sardinha) – host e educador financeiro
Itaú cobrou por serviços não contratados por 14 anos usando nomes genéricos nas faturas para dificultar identificação.
Clientes do Itaú que pagaram a fatura completa por medo de juros podem ter pago juros sobre cobranças indevidas.
O acordo do Itaú com o MP exige que o cliente prove que não contratou o serviço e registre reclamação até dez/2025 para ser ressarcido.
Banco Inter paga ~R$110 milhões/ano (8% do lucro) em bônus para executivos, enquanto adia meta de ROE de 30% de 2027 para 2029.
A imprensa brasileira suaviza escândalos de bancões por serem grandes anunciantes, enquanto empresas menores são destruídas por manchetes.
Se um banco te lesou, você deve tirar seu patrimônio de lá – quem engana no pequeno engana no grande.
A UVP oferece garantia incondicional de devolução do dinheiro se o aluno não aprender a investir, diferentemente de bancos.
Cursos com 'acesso vitalício' são insustentáveis para plataformas com custos reais; UVP cobra mensalidade por ferramentas e suporte.
Crise no Banco Inter: remuneração de executivos e adiamento de metas
Ações do Inter caíram 19% nos últimos 30 dias; um dos motivos é a remuneração da cúpula, que passava despercebida.
Banco desembolsa ~R$110 milhões/ano para executivos, equivalente a 8% do lucro líquido de R$1,39 bilhão em 2025.
O cálculo foi divulgado pelo colunista Lauro Jardim (O Globo) e apresentado por um gestor a investidores.
Para uma empresa que precisa crescer rápido, cada centavo gasto em estrutura interna gera desconfiança no mercado.
Balanço do 1T25 mostrou lucro recorde de R$395 milhões, mas indicadores de deterioração do crédito surpreenderam o mercado.
Remuneração de executivos não é dividendo – o dinheiro fica só com a diretoria, não com os acionistas.
Após pressão, o Inter realizou encontro com investidores em Wall Street e adiou a meta de ROE de 30% de 2027 para 2029.
Raul critica que a diretoria ganha 'como nababos' enquanto a inadimplência sobe e o acionista não vê retorno.
Itaú: artimanhas para cobranças indevidas por 14 anos
Itaú cobrou por serviços não contratados (seguros, etc.) usando nomes genéricos nas faturas para dificultar identificação.
Estratégias incluíam induzir o pagamento dos valores e dificultar o cancelamento – mesmo após pedido, cobrança voltava.
Cobranças indevidas eram lançadas em faturas de cartão de crédito, forçando o cliente a pagar sob pena de juros e multas.
Ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) resultou em acordo no qual o Itaú admitiu as práticas entre 2011 e 2025.
Para ser ressarcido, cliente precisa: (1) ter registro de reclamação em canais oficiais (SINDEC, Procon, BC, etc.) até 18/12/2025; (2) comprovar que não contratou o serviço.
Se o cliente descobrir a cobrança após dez/2025, não terá direito automático – terá que processar individualmente.
Raul afirma que a prática continua e recomenda verificar faturas atuais, registrar reclamação no BC e processar.
Compara a prática a furto: 'se um supermercado cobrasse por um produto não comprado, não chamariam de cobrança indevida'.
Crítica à imprensa e à blindagem dos bancões
Raul aponta que bancos são grandes anunciantes e por isso a imprensa suaviza escândalos – manchetes são pequenas ou inexistentes.
Mostra ao vivo que no G1 e Folha de S.Paulo não há destaque para a notícia do Itaú, enquanto empresas pequenas são destruídas por matérias.
Afirma que a falta de informação mantém as pessoas em produtos ruins como título de capitalização e poupança.
A imprensa não é necessariamente culpada, mas o modelo de negócios depende de anunciantes bancários.
Recomendações práticas para clientes lesados
Identificar cobranças indevidas nas faturas atuais (nomes genéricos, valores pequenos).
Registrar reclamação no Banco Central (ouvidoria), Procon, Ministério Público ou plataforma Reclame Aqui.
Se a cobrança for antiga, processar individualmente – o acordo do Itaú não impede ações judiciais.
Não manter patrimônio em bancos que já te lesaram – 'quem engana no pequeno engana no grande'.
Migrar para instituições com práticas éticas, como a UVP (escola e plataforma de investimentos).
UVP: garantia e modelo de negócio transparente
UVP oferece garantia incondicional: se o aluno assistir todas as aulas e não aprender a investir, devolve 100% do dinheiro.
Acesso à escola é por tempo limitado (8 semanas de aulas), mas a plataforma de investimentos continua disponível.
Modelo de acesso vitalício é inviável para plataformas com custos reais (R$40-50/aluno/mês) – empresas que vendem vitalício geralmente só dão acesso a curso gravado sem suporte.
UVP tem menos de 20 pessoas no atendimento para 60 mil usuários, priorizando alunos que já aprenderam.
Benefícios como nova plataforma de previdência serão exclusivos para alunos da UVP.
Passos práticos
Verifique sua fatura de cartão de crédito dos últimos meses em busca de cobranças com nomes genéricos (ex.: 'seguro', 'serviço') que você não contratou.
Se encontrar, registre imediatamente uma reclamação no Banco Central (ouvidoria), Procon, Ministério Público ou Reclame Aqui – até 18/12/2025 para ter direito ao ressarcimento automático pelo acordo do Itaú.
Caso a cobrança seja antiga ou o banco se recuse a devolver, entre com um processo judicial individual – o acordo não impede ações.
Se você é cliente do Itaú e foi lesado, considere migrar seu patrimônio para outra instituição financeira com histórico ético.
Para aprender a investir e evitar golpes, inscreva-se na UVP (emp.com.br) – há garantia de devolução se não aprender.
Frases marcantes
"Se um supermercado cobrasse por um produto não comprado, não chamariam de cobrança indevida – teria outro nome."
"O banco jamais te perdoaria se você deixasse qualquer valor em aberto."
"Quem engana no pequeno acaba enganando no grande também."
"Se você não tirar seu dinheiro de um banco que te lesou, você não é uma pessoa lesada – você é cúmplice."
"A imprensa brasileira não pode falar as coisas de verdade porque os bancos são responsáveis por 40-50% da publicidade."
"Cursos com acesso vitalício são enganação – ninguém sustenta plataforma com custo real dando acesso eterno."
Mencionados no episódio
Itaú – banco acusado de cobranças indevidas
Banco Inter – banco sob pressão por remuneração de executivos
Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) – órgão que firmou acordo com Itaú
Lauro Jardim – colunista do jornal O Globo que divulgou o cálculo da remuneração do Inter
UVP (Escola de Investimentos) – plataforma de educação e investimentos do Investidor Sardinha
SINDEC – sistema de defesa do consumidor
Procon – órgão de proteção ao consumidor
Reclame Aqui – plataforma de reclamações
Banco Central – órgão regulador para registro de reclamações
Hotmart – plataforma de cursos online (citada como exemplo de venda de acesso vitalício sem custos reais)