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🎙️ Market Makers · 2026-06-22

O BANCO CENTRAL ESTÁ FICANDO FLEXÍVEL DEMAIS PARA CORTAR JUROS? | Risco Brasil #44

No episódio 44 do Risco Brasil, os ex-diretores do Banco Central Fábio Cantu e Tony Volpon analisam a controversa decisão do COPOM de cortar a Selic para 14,25% enquanto a inflação projetada sobe, discutem o cenário fiscal e eleitoral brasileiro, e comparam com a política monetária dos EUA sob o novo presidente do Fed, Kevin Warsh.

Henrique Stetter (host, apresentador do Risco Brasil)Thiago Salomão (host, apresentador do Risco Brasil)Fábio Cantu (ex-diretor do Banco Central, economista)Tony Volpon (ex-diretor do Banco Central, economista)
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Principais lições

Decisão do COPOM: corte de juros com inflação subindo

Taxa neutra de juros e o fiscal expansionista

Risco de crise não linear e comparação com 2014-2015

Política monetária nos EUA: Fed sob Kevin Warsh

Impacto da inteligência artificial na economia

Cenário eleitoral brasileiro e o Polymarket

Independência do Banco Central e riscos de politização

Debate sobre a meta de inflação

Passos práticos

Frases marcantes

"Foi a decisão mais estranha da história do COPOM. Eles cortaram juros mirando uma inflação que eles mesmos enxergam acima da meta."
"O BC fez uma grande digressão de simulações para justificar o corte, mas não teve a coragem de assumir que estava apostando contra a própria modelagem."
"Se a inflação está em 3% e vai para 3%, você não corta juros. É simples assim. O BC está enxergando algo que não contou pra gente."
"O coiote já passou do penhasco fiscal, mas ainda não olhou para baixo. A crise pode vir a qualquer momento, especialmente depois da eleição."
"O Galípolo é uma fera em navegar a política e segurar o presidente. Ele conseguiu barrar indicações políticas e manter a competência técnica no BC."
"Mudar a meta de inflação agora é confessar o fracasso. Primeiro cumpre a meta por um ano, depois a gente discute."

Mencionados no episódio