Warren Buffet vendendo ações loucamente l O medo tomou conta!
Raul, do canal Investidor Sardinha, analisa as carteiras de Warren Buffett, Bill Gates e Michael Burry para mostrar que os grandes investidores estão reduzindo exposição em tecnologia e acumulando caixa, sinalizando cautela. Ele defende que o momento é de buscar empresas tradicionais com múltiplos atrativos, no Brasil e nos EUA, em vez de seguir a euforia com IA.
Warren Buffett vendeu ações da Apple e de outras techs, elevando o caixa da Berkshire Hathaway a US$ 397 bilhões, sinalizando expectativa de crise.
Bill Gates tem carteira muito concentrada em Berkshire Hathaway e Microsoft, mas as ações da Microsoft entraram por doação, não por compra ativa.
Michael Burry compara o mercado atual ao final de 1999/início de 2000, indicando bolha em semicondutores e IA.
O número de investidores vendidos (apostando na queda) na bolsa americana é o maior desde 2022.
Empresas brasileiras como Banco do Brasil (P/VP 0,65) e Bradesco (P/VP abaixo de 1) estão com múltiplos atrativos, apesar dos desafios setoriais.
Setores tradicionais (alimentos, saneamento, energia, papel) são mais defensivos em cenário de bolha de IA, pois a demanda por esses produtos não desaparece.
Raul não recomenda vender todas as ações de tecnologia, mas sim diversificar e evitar comprar a múltiplos elevados.
Ações de empresas com lucros consistentes e mais de 100 anos de mercado nos EUA estão baratas em comparação com as techs.
Análise da carteira de Warren Buffett (2013-2025)
Em 2013, Buffett tinha 20,81% em Wells Fargo, 17,47% em Coca-Cola, 14,17% em IBM, 12,34% em American Express, e era crítico de tecnologia.
Em 2016, a carteira continuava concentrada em bancos e consumo, com entrada de Kraft Heinz (19,9%) em sociedade com 3G Capital.
Em 2020, Apple já representava 44% do portfólio, crescendo organicamente sem vendas significativas de Buffett.
Em 2025, Apple caiu para 22,6% devido a vendas sistemáticas, enquanto Alphabet (Google) entrou como novidade.
Buffett vendeu 100% da Liberty Media Corp e reduziu posições em várias techs, aumentando caixa para US$ 397 bilhões.
Ele comprou Chevron (petróleo) e manteve posições em Domino's Pizza, United Health, Coca-Cola, American Express, entre outras.
A redução em Apple não foi por queda do papel, mas por vendas ativas, indicando que Buffett não acredita em valorização contínua.
O movimento de venda de techs e formação de caixa sugere que Buffett espera uma crise ou correção.
Carteira de Bill Gates: cópia de Buffett com Microsoft
Em 2013, a carteira da Fundação Bill & Melinda Gates tinha 46,9% em Berkshire Hathaway, além de Coca-Cola, McDonald's, Caterpillar, Canadian Railway, Walmart, Waste Management e Exxon Mobil.
Até 2021, a carteira permaneceu estável, com pequenas mudanças como entrada de FedEx.
Em 2022, Microsoft entrou com 26,91% e Berkshire caiu para 23%, mas isso ocorreu por doação de ações da Microsoft para a fundação, não por compra ativa.
Após 2025 Q2, a participação de Microsoft caiu para 13%, indicando vendas ou doações.
Atualmente, as maiores posições são Berkshire Hathaway, Waste Management, Caterpillar e Kraft Heinz.
Gates é muito influenciado por Buffett e mantém perfil conservador, com foco em empresas tradicionais.
Michael Burry e a comparação com 1999
Michael Burry (personagem de 'A Grande Aposta') afirmou em 8 de maio de 2025 que o mercado atual lembra o final de 1999/início de 2000, período da bolha das pontocom.
Ele alerta que empresas de semicondutores e IA estão extremamente infladas, com potencial de bolha.
Burry é conhecido por apostas contrárias e profecias polêmicas, mas acertou a crise de 2008.
Cenário macro: vendas e posições vendidas
Berkshire Hathaway tem US$ 397 bilhões em caixa, o maior da história.
BlackRock retirou US$ 2 trilhões do mercado americano.
Desde 2022, não se via tantos investidores operando vendidos (apostando na queda) na bolsa americana.
Operar vendido é arriscado: ganho máximo de 100%, perda potencial ilimitada.
Donald Trump foi acusado de manipulação de mercado, e houve viagem de Elon Musk e CEO da Nvidia à China para negociações.
Investimentos em OpenAI e outras empresas de IA estão diminuindo, sinalizando perda de euforia.
Oportunidades no Brasil: múltiplos atrativos
Banco do Brasil: P/VP de 0,65 (paga R$0,65 para cada R$1 de patrimônio), P/L de 8,69, lucro líquido de R$ 16 bilhões em 2025.
Bradesco: negociado abaixo do valor patrimonial, com lucro de R$ 23 bilhões, mas com desafios de adaptação tecnológica.
Outras empresas brasileiras com bons múltiplos: Odontoprev, Raízen (Radro Gazil?), Sanepar, empresas de saneamento e energia.
A Bovespa subiu, mas ainda há potencial de alta, especialmente em setores defensivos.
Oportunidades nos EUA: setores tradicionais esquecidos
Empresas americanas de indústria, processamento de alimentos, saneamento e energia estão com múltiplos atrativos, pois foram deixadas de lado pela euforia em tecnologia.
É possível investir via ETFs setoriais (indústria, empresas lucrativas, empresas centenárias).
Exemplo: Procter & Gamble (PG) é defensiva, pois produtos de limpeza e higiene são consumidos mesmo em crises.
Empresas de torres de celular, processamento de grãos e alimentos são mais previsíveis que techs.
Filosofia de investimento de Raul: proteção acima de tudo
Raul não vende ações, mas evita comprar a múltiplos elevados; prefere diversificar em setores defensivos.
Ele cita que sua carteira da UVP teve mais de 380% de valorização (mais de 50% ao ano), mesmo sem reinvestir dividendos.
O foco é proteger o patrimônio, não buscar retornos máximos.
Empresas como Klabin e Suzano (papel), Cosan (energia), e marcas de consumo básico são resilientes em crises.
Raul recomenda preencher questionário de perfil na UVP para montar carteira adequada, com garantia de reembolso se não aprender.
Passos práticos
Revise sua carteira: reduza exposição a empresas de tecnologia com múltiplos elevados (P/L acima de 30, por exemplo).
Busque empresas com P/VP abaixo de 1 e P/L abaixo de 10, tanto no Brasil quanto nos EUA.
Considere setores defensivos: saneamento, energia elétrica, papel e celulose, processamento de alimentos, produtos de limpeza.
Invista em ETFs de indústria ou de empresas centenárias nos EUA para diversificar sem escolher ações individuais.
Não venda todas as posições em tecnologia, mas pare de comprar mais a preços atuais; espere correções.
Avalie oportunidades no Brasil: Banco do Brasil, Bradesco, Sanepar, Klabin, Suzano, Cosan.
Se tiver dúvidas, preencha o questionário de perfil na UVP para receber orientação personalizada.
Frases marcantes
"O Warren Buffett está sim diminuindo a exposição dele em Apple. Ele começou a vender as ações de Apple e manter caixa."
"Se ele acreditasse que isso aqui vai continuar subindo, ele não estaria com essa ação em carteira."
"O mercado atual lembra muito os últimos meses do fim de 1999 pro começo dos anos 2000, daquela bolha."
"A cada R$ 1 que o Banco do Brasil tem patrimônio, você vai estar pagando 65 centavos pela empresa."
"Eu não consigo ver a gente entrar numa bolha de que processamos alimentos demais e sobrando tanta comida assim."
"O mais importante nessa coisa do dinheiro é a proteção."
Mencionados no episódio
Warren Buffett (investidor, CEO da Berkshire Hathaway)
Berkshire Hathaway (holding de investimentos de Buffett)
Bill Gates (cofundador da Microsoft, filantropo)
Michael Burry (investidor, personagem de 'A Grande Aposta')