RESENHA DE DIA D (DISCLOSURE DAY) DE STEVEN SPIELBERG | ESQUADRÃO NERDOLA #149
O episódio 149 do Esquadrão Nerdola faz uma resenha detalhada e crítica do filme 'Dia D' (Disclosure Day) de Steven Spielberg, com spoilers. Os hosts analisam roteiro, direção, atuações e simbolismos, apontando falhas na lógica, perseguições ridículas e excesso de poderes dos aliens, mas reconhecendo a beleza visual e a atuação de Emily Blunt. O episódio também discute bilheterias, animes e sorteios para apoiadores.
Gabriel (Giga) - host e comentaristaCarlão - host e comentaristaAndré - host e comentaristaMateus - operador (ausente durante a resenha)
O filme 'Dia D' é criticado por ter um roteiro superficial que levanta muitas perguntas sem respostas, deixando tudo no campo da subjetividade.
As perseguições de carro são consideradas ridículas e dignas de desenho animado, com agentes treinados agindo como amadores.
Emily Blunt rouba o filme com sua atuação, enquanto Josh O'Connor (o protagonista masculino) é sem carisma e suas cenas são trapalhonas.
O simbolismo religioso é forte: o casal (homem lógico, mulher empática) e a mensagem passada por humanos ecoam a narrativa cristã, mas o filme não assume posição.
Os aliens têm poderes excessivos (telepatia, ilusão, controle mental) que tornam o enredo incoerente – se são tão poderosos, por que foram capturados?
O CGI é criticado em várias cenas, especialmente a raposa e os aliens, destoando do padrão Spielberg de efeitos práticos.
O final é covarde: a revelação não acontece de fato, e o filme termina com um 'listen' genérico, deixando o debate para o espectador.
O roteiro parece ter sido escrito pensando primeiro nas cenas impactantes e depois em explicações fracas, resultando em uma narrativa datada (anos 80/90).
Expectativas e contexto do filme
O filme gerou muita polêmica e debate nas redes sociais, com notas divididas entre 0-3 (29%), 4-5 (25%), 6-8 (27%) e 9-10 (19%) na enquete do programa.
Spielberg é um diretor icônico (Tubarão, Jurassic Park, ET, Contatos Imediatos, etc.), mas este filme é visto como uma decepção.
O roteirista David Koepp (Jurassic Park, Jurassic World Rebirth) também é criticado por entregar um roteiro fraco.
Os hosts sentem que Spielberg está tão prestigiado que ninguém teve coragem de dizer que a ideia era ruim.
O filme tenta abordar muitas pautas (religião, governo, alienígenas) sem se aprofundar em nenhuma.
Problemas de roteiro e lógica
A fuga do hospital é irrealista: a protagonista escapa facilmente mesmo com o FBI atrás dela.
A perseguição de carro é cheia de furos: o protagonista bate em uma árvore, depois na casa, e mesmo assim foge de 30 agentes.
A cena da pedra no acelerador é descrita como 'anos 80' e 'ridícula': o carro cai do penhasco e eles se escondem atrás de uma pedra a 2 metros, mas ninguém os procura.
Os agentes da agência secreta (mais poderosos que o FBI) agem como 'trapalhões' – não conseguem capturar ninguém mesmo com tecnologia superior.
O protagonista masculino (Josh O'Connor) é sem carisma e suas cenas são as piores; Emily Blunt salva o filme.
A cena da atendente tocando nas costas da protagonista é criticada como clichê e forçada.
Poderes dos aliens e incoerências
Os aliens têm poderes de X-Men: telepatia, ilusão, controle mental, invisibilidade, transformação em entes queridos.
Se são tão poderosos, por que foram capturados e torturados pelos humanos? Isso não faz sentido.
O alien 'rei' é gigantesco, mas os outros são pequenos – sugere que eram filhotes, o que explicaria a inexperiência.
A cena do cardeal entrando pela janela e encarando Emily Blunt é confusa: era um alien disfarçado ou um animal real? O filme não explica.
Os aliens poderiam ter se revelado de forma simples (ex: aparecendo na TV), mas escolhem o caminho mais complicado (duas crianças, 20 anos de espera).
O poder de fazer as pessoas verem entes queridos é usado apenas uma vez, mas poderia ter resolvido tudo.
Simbolismo religioso e mensagem
O filme usa simbolismo cristão: um homem (lógico/matemática) e uma mulher (empática) como 'pontes' para a verdade, ecoando a narrativa de Jesus.
A casa da infância reconstruída é comparada ao Jardim do Éden – um lugar de conforto e revelação.
O alien 'rei' é como um 'deus' que escolhe seres humildes (crianças) para espalhar a mensagem, assim como na Bíblia.
O filme não toma partido: no final, uma freira aparece sorrindo, sugerindo que a revelação não abala a fé.
A mensagem final ('listen') é genérica e covarde – qualquer frase mudaria completamente o significado do filme.
O debate proposto é sobre como a humanidade reagiria à existência de aliens, mas o filme não aprofunda.
Direção e aspectos técnicos
A direção de Spielberg é identificável em alguns momentos (ex: movimento de câmera na transformação do ET), mas no geral é genérica.
A trilha sonora de John Williams é sutil e eficiente, mas não memorável.
O CGI é criticado: a raposa tem gráficos de Nintendo 64, e os aliens em algumas cenas são 'podres'.
O filme parece 'parado no tempo' – as soluções de roteiro e ação são datadas dos anos 80/90.
A cena do trem é elogiada como a melhor sequência de ação, mas as perseguições de carro são cansativas.
O uso excessivo de cortes mostrando reações do mundo todo (TVs, pessoas) é repetitivo e desnecessário.
Final e conclusões
O final é anticlimático: a revelação não acontece de fato; o alien sussurra algo no ouvido de Emily Blunt, e ela apenas diz 'listen'.
O vilão (chefe da agência) desiste repentinamente e senta para assistir, o que é incoerente com toda a perseguição.
O presidente dos EUA nunca aparece, o que é uma falha grave para um filme sobre um evento global.
O filme é descrito como 'burro, complexo e confuso' – levanta questões mas não as responde.
A nota dos hosts é baixa: Carlão e Giga detestaram; André defende o simbolismo, mas concorda com os problemas.
O episódio termina com a conclusão de que o filme é uma 'oportunidade perdida' e que Spielberg deveria ter sido mais ousado.
Bilheterias e outros filmes
Michael (cinebiografia) está perto de bater 1 bilhão de dólares, sendo a primeira cinebiografia a atingir essa marca.
O filme do Michael Jackson já é a cinebiografia mais vista da história, com 911 milhões até o momento.
Outras bilheterias esperadas: Mário (já bilhão), Toy Story, Homem-Aranha e Vingadores.
O filme 'Coração Selvagem' (Brad Pitt) é aguardado para 24 de setembro, com um cachorro chamado Odin e prótese de titânio.
O anime 'Fumando nos Fundos do Mercado com Você' é recomendado: episódios de 11 minutos, slice of life, nota máxima.
Sorteios e apoiadores
Sorteios para apoiadores: daga de Lion (Thundercats), estátua de Poseidon, 10 ingressos para a DOF (evento de jogos) e camiseta de Berserk.
Os sorteios ocorrerão no programa de 29 de junho.
Parceria com Tenda Medieval: cupom 'tenda nerdola' para desconto.
Campanha da Neres: compre uma maquininha, faça o corte 'Cascão' do Ronaldo, poste e concorra a prêmios (TV, kit, camisa da seleção).
O programa terá convidado especial Edu Falasque na segunda-feira, com super chats filtrados pelo nome 'Edu'.
Passos práticos
Assista ao filme 'Dia D' e forme sua própria opinião, mas esteja preparado para um roteiro superficial e muitas perguntas sem resposta.
Se for apoiador do Esquadrão Nerdola, fique atento aos sorteios de 29 de junho (daga, Poseidon, ingressos DOF).
Use o cupom 'tenda nerdola' na Tenda Medieval para desconto em itens geek.
Participe da campanha da Neres: compre uma maquininha, raspe o corte Cascão e poste para concorrer a prêmios.
Assista ao anime 'Fumando nos Fundos do Mercado com Você' – episódios curtos de 11 minutos, ideal para intervalos.
Acompanhe a bilheteria de 'Michael' e veja se ele se torna a primeira cinebiografia a bater 1 bilhão.
Não perca o programa de segunda-feira com Edu Falasque e a Linhagem Soccer pós-jogo Brasil x Marrocos.
Frases marcantes
"O filme é um roteiro analógico na era digital."
"Se os aliens são tão poderosos, como é que foram pegos?"
"Emily Blunt rouba o filme inteiro."
"O final é covarde: qualquer frase depois do 'listen' mudaria o filme."
"Parece que o Spielberg pensou nas cenas primeiro e depois pediu para o roteirista explicar."
"É um filme que funcionaria há 40 anos atrás."
Mencionados no episódio
Steven Spielberg - diretor do filme Dia D
David Koepp - roteirista (Jurassic Park, Jurassic World Rebirth)
Emily Blunt - atriz principal
Josh O'Connor - ator principal
John Williams - compositor da trilha sonora
Tenda Medieval - loja parceira de itens geek
Neres - marca de maquininhas de barbear/depilar
DOF (Diversão Offline) - evento de jogos em julho
Edu Falasque - convidado do próximo programa
Michael (filme) - cinebiografia de Michael Jackson
Coração Selvagem - filme com Brad Pitt (setembro)
Fumando nos Fundos do Mercado com Você - anime recomendado