Os hosts do Linhagem Geek criticam duramente a série da Netflix 'Brasil 70: A Saga do Tri', acusando-a de distorcer a história para promover uma agenda política esquerdista, diminuir Pelé e Zagalo, e exaltar João Saldanha como protagonista comunista. Eles apontam falhas no roteiro, na representação dos jogadores e na ênfase excessiva em política em detrimento do futebol.
André (host) - apresentador do Linhagem GeekMateus (host) - co-apresentador do Linhagem Geek
A série 'Brasil 70' é criticada por transformar a história do tricampeonato em uma biografia ideológica de João Saldanha, um técnico comunista.
Pelé é retratado como inseguro, traumatizado e sem liderança, o que os hosts consideram uma distorção grave de sua personalidade real.
Zagalo é completamente diminuído, apresentado como um técnico sem mérito que apenas repetiu o trabalho de Saldanha, ignorando suas contribuições táticas decisivas.
O roteiro inventa diálogos políticos entre jogadores que nunca existiram, enquanto ignora conversas sobre futebol, tática e adversários.
A série insere anacronismos ideológicos, como a fala 'desesperança é coisa de reacionário' e a discussão racial entre Paulo César Caju e Félix, que os hosts consideram forçadas e fora de contexto.
A representação do Maracanaço é considerada ridícula, com foco em política e medo irracional, em vez de futebol.
Os momentos históricos reais (gols, jogadas) são bem reproduzidos e emocionam, mas são ofuscados pela narrativa política inventada.
A série falha ao não entrevistar jogadores vivos como Gerson e Rivelino, que poderiam trazer autenticidade aos diálogos de vestiário.
Crítica geral à série e à agenda política
A série é descrita como 'João Saldanha mascarada' – um documentário disfarçado de saga do tri, mas que na verdade exalta Saldanha como protagonista.
Os hosts comparam com o documentário do Pelé da Netflix (2021), que também foi criticado por focar em ditadura e política em vez do jogador.
Acreditam que a série foi escrita por 'militantes comunistas' que não gostam de futebol e usam a Copa de 70 como pano de fundo para propaganda.
O marketing promete celebrar o título e Pelé, mas o conteúdo é 'um saquinho de presente comunista'.
A intenção é clara: enaltecer o personagem comunista (Saldanha) e diminuir quem não era adepto (Pelé, Zagalo).
Distorção da imagem de Pelé
Pelé é retratado como inseguro, cheio de traumas, deprimido e sem liderança – o oposto do que era na realidade.
A série mostra Pelé preocupado com a opinião de Paulo César Caju durante a Copa, o que os hosts consideram absurdo.
Pelé nunca foi comunista e sempre foi independente politicamente; a série tenta associá-lo a uma narrativa de opressão racial e política.
Os hosts lembram que Pelé serviu o Exército e não era alinhado à esquerda, o que a série ignora.
A cena do 'fantasma do Barbosa' é criticada como uma referência forçada ao racismo, já que o goleiro Félix (branco) tem medo de frangar, e Paulo César diz 'fica tranquilo que você é branco' – algo anacrônico e sem sentido histórico.
Diminuição de Zagalo e supervalorização de João Saldanha
Zagalo é apresentado como um técnico inseguro, sem mérito, que apenas repetiu o trabalho de Saldanha.
A série não mostra a carreira de Zagalo como jogador bicampeão mundial (1958, 1962) nem suas contribuições táticas.
Mudanças cruciais de Zagalo são ignoradas: recuou Gerson para segundo volante, colocou Clodoaldo como volante de proteção, transformou Tostão de centroavante em falso 9, e escalou Rivelino como ponta.
Saldanha é retratado como carismático, patriota e vítima da ditadura, enquanto Zagalo é visto como 'amigo do governo'.
A cena em que os jogadores abraçam Saldanha no hotel e ignoram Zagalo é considerada uma invenção para desmoralizar o técnico.
Falta de profundidade futebolística e excesso de política
Não há conversas entre jogadores sobre tática, adversários ou lances – apenas discussões políticas inventadas.
Os hosts citam que Gerson, Rivelino e Dadá estão vivos e poderiam fornecer diálogos reais de vestiário, mas a série não os consultou.
O futebol fica em segundo plano; quando aparece, é o melhor momento da série, mas é raro.
A série ignora que, segundo Carlos Alberto Torres, a seleção não falava de política – o foco era ganhar a Copa.
A cena do casal de torcedores e a esposa de Saldanha dizendo 'desesperança é coisa de reacionário' são consideradas infantis e panfletárias.
Problemas técnicos e de roteiro
As cenas de futebol em CGI são criticadas por serem falsas – a intensidade do corpo do ator não se compara à de um jogador real.
Os hosts preferem que usassem imagens reais dos gols em vez de recriações artificiais.
O roteiro é descrito como 'vergonhoso', 'amador' e 'de universitário de 20 anos'.
A direção e edição são elogiadas nos momentos históricos reais (gols de Pelé, defesa de Gordon Banks), mas a construção dramática é péssima.
A série usa câmera muito fechada e falta imersão na época, ao contrário de 'Agente Secreto' que fez isso bem.
Acertos e pontos positivos
A reprodução dos gols de Pelé (contra Tchecoslováquia, Uruguai e a cabeçada com defesa de Banks) é bem-feita e emociona.
Rodrigo Santoro (intérprete de Saldanha) é elogiado como 'monstro' e dá uma aula de atuação.
Os atores em geral são bons e se parecem fisicamente com os personagens reais.
A cena de Zagalo explicando tática com jogo de botão é destacada como um momento positivo e fiel à história.
A série emociona quando mostra a alegria do brasileiro na Copa e momentos como Félix chorando ao falar com a filha após o título.
Notas e classificação final
André dá nota 5/10: 'uma vergonha emocionante' – os momentos reais salvam, mas a militância política é zero.
Mateus dá nota 3/10: considera o roteiro péssimo e a agenda política inaceitável.
Os hosts convidam os espectadores a comentarem suas próprias notas.
Concluem que a série tinha potencial para ser um grande documento histórico, mas foi estragada pela ideologia.
Passos práticos
Assistir a documentários e entrevistas reais da Copa de 70 no YouTube para contrastar com a série.
Procurar falas de jogadores como Gerson, Rivelino e Carlos Alberto sobre a preparação e os bastidores.
Ler sobre as contribuições táticas de Zagalo, como a mudança de posição de Tostão e Gerson.
Evitar consumir a série como fonte histórica confiável; usar como entretenimento com ressalvas.
Compartilhar a crítica para alertar outros espectadores sobre as distorções ideológicas.
Frases marcantes
"A série é uma 'João Saldanha mascarada' – eles fizeram uma série dizendo que é a saga do Tri, mas é a saga do João Saldanha."
"O Pelé não era isso. O Pelé não era inseguro, não era deprimido, não era sem liderança."
"O Zagalo é completamente diminuído. É como se ele tivesse pegado o time numa semifinal e só repetido o que já estava pronto."
"Não tem uma conversa dos jogadores sobre tática, sobre adversários. Só política inventada."
"Desesperança é coisa de reacionário? Isso é ridículo. É muito na cara a militância."
"A série é uma vergonha emocionante: emociona nos gols reais, mas envergonha pelo roteiro lacrador."
Mencionados no episódio
Netflix - plataforma de streaming que produziu a série
João Saldanha - técnico da seleção brasileira em 1969-70, comunista assumido
Pelé - jogador, considerado o Rei do Futebol
Zagalo - técnico que substituiu Saldanha e levou o Brasil ao tri
Paulo César Caju - jogador da seleção de 70, conhecido por posições políticas
Gerson - jogador, apelido 'Orelha', conhecido por inteligência tática
Rivelino - jogador, apelido 'Orelha' (dado por Gerson)
Tostão - jogador, transformado por Zagalo em falso 9
Félix - goleiro titular da seleção de 70
Carlos Alberto Torres - capitão da seleção de 70
Dadá Maravilha - jogador convocado por pressão política
Gordon Banks - goleiro inglês que fez defesa histórica em 70
Barbosa - goleiro brasileiro do Maracanaço (1950)
Rodrigo Santoro - ator que interpretou João Saldanha
Maracanaço - derrota do Brasil para Uruguai em 1950
Documentário do Pelé (Netflix, 2021) - criticado pelos mesmos motivos
Agente Secreto - série mencionada como exemplo de boa imersão histórica
Lula - citado ironicamente como possível interventor político no futebol