🚨 Petróleo desaba, Bitcoin sobe mas ações brasileiras DERRETEM após reviravolta histórica
Episódio do Giro da Bolsa analisa a semana de 31/03 a 04/04/2025, marcada pelo acordo EUA-Irã (trégua de 60 dias), queda do petróleo, decisões de juros no Brasil (Selic para 14,25%) e EUA (mantida em 3,50-3,75%), e forte queda do Ibovespa (-3,29%). O programa discute os impactos nos ativos, a deterioração fiscal brasileira e oportunidades em renda fixa, além de notícias políticas e de empresas.
Raul (Investidor Sardinha) - host e analista de mercadoRicardo - co-host e comentarista
O acordo EUA-Irã de cessar-fogo em 60 dias derrubou o petróleo de ~US$ 120 para ~US$ 80, mas a trégua é frágil e pode não se concretizar.
O Ibovespa caiu 3,29% na semana, puxado pela Petrobras (ações abaixo de R$ 40) e pelo cenário de juros altos nos EUA, que fortalece o dólar.
O Copom cortou a Selic para 14,25% ao ano, mas a inflação de 4,70% estourou o teto da meta (4,5%), indicando espaço limitado para novos cortes.
O Fed manteve os juros nos EUA entre 3,50% e 3,75%, com sinalização de possível alta, o que atrai capital para títulos americanos e pressiona emergentes.
O dólar subiu quase 2% na semana, voltando a R$ 5,15, refletindo a fuga de capital para renda fixa americana.
A privatização da Copasa foi concluída: governo de MG vendeu 45% das ações por R$ 8,4 bilhões, com a Equatorial assumindo 30%.
O STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no processo do golpe, podendo ficar inelegível até 2038.
O Banco Master está no centro de investigações: senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner são suspeitos de receber vantagens indevidas.
A prévia do PIB (PIB mensal) subiu apenas 0,5% em abril, e as vendas no varejo caíram, sinalizando desaceleração econômica.
A renda fixa brasileira segue atrativa: Tesouro IPCA+ paga mais de 8,5% acima da inflação, maior juro real do mundo.
Acordo EUA-Irã e impacto no petróleo
EUA e Irã assinaram memorando de entendimento para encerrar a guerra em até 60 dias, primeiro documento bilateral desde 1979.
O acordo prevê reabertura gradual do Estreito de Ormuz, suspensão do programa nuclear iraniano e destruição do estoque de urânio enriquecido.
Os EUA se comprometem a suspender todas as sanções ao Irã, permitindo a venda de petróleo a preço de mercado.
A trégua é frágil: Israel mantém tropas no Líbano contra o Hezbollah (financiado pelo Irã), e a reunião formal na Suíça foi cancelada.
Trump deu declarações ambíguas, indicando que os EUA podem retomar ataques se o Irã 'não se comportar'.
O petróleo caiu de ~US$ 120 para ~US$ 80 (patamar pré-guerra), beneficiando importadores mas prejudicando petroleiras.
A fortuna das 500 pessoas mais ricas do mundo subiu US$ 330 bilhões em um único dia com o acordo.
China, Rússia e ONU elogiaram o acordo; G7 foi solidário com Trump.
Queda do Ibovespa e desempenho das petroleiras
Ibovespa fechou a semana a 168.333,61 pontos, queda de 3,29%.
Petrobras (VP11) caiu 2,91%, a R$ 115,36; ações ordinárias (PETR3) voltaram a negociar abaixo de R$ 40, nível de fevereiro.
Outras petroleiras (Prio, Brava, Petro Recôncavo) também fecharam no vermelho, pois vendiam petróleo mais caro com custos estáveis.
A queda do petróleo reduz a receita das exportadoras e pressiona o índice, já que a Petrobras tem grande peso no Ibovespa.
O governo sinalizou que pode acabar com subsídios aos combustíveis se o petróleo se estabilizar em torno de US$ 80.
Decisões de juros: Brasil (Selic) e EUA (Fed)
Copom cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, queda tímida já esperada pelo mercado.
Inflação brasileira subiu para 4,70% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta (4,5%), limitando novos cortes.
O BC brasileiro demonstrou preocupação com os gastos do governo, que não consegue fechar as contas mesmo com arrecadação recorde.
Nos EUA, o Fed manteve a taxa entre 3,50% e 3,75%, mas sinalizou possível alta até o fim do ano.
Juros americanos mais altos atraem capital para títulos do Tesouro dos EUA, fortalecendo o dólar e pressionando emergentes.
O dólar subiu quase 2% na semana, cotado a R$ 5,15, refletindo a fuga de capital para renda fixa americana.
Cenário macroeconômico brasileiro
Prévia do PIB (PIB mensal) subiu apenas 0,5% em abril, indicando desaceleração.
Vendas no varejo caíram, mostrando perda de fôlego do consumidor; mais de 3 milhões de brasileiros pediram uso do FGTS no programa Desenrola.
Apesar da crise, o Brasil tem o maior juro real do mundo: Tesouro IPCA+ paga mais de 8,5% acima da inflação.
A renda fixa brasileira segue atrativa para investidores, mesmo com a bolsa em queda.
O momento é raro: corte de juros (que valorizaria empresas) coincide com choque externo (guerra) que derruba a bolsa, criando janela de oportunidade.
Privatização da Copasa e outras notícias corporativas
Governo de Minas Gerais vendeu 45% das ações da Copasa (saneamento) por R$ 8,4 bilhões, ficando com apenas 5%.
A Equatorial Energia tornou-se acionista com 30% do capital.
O apresentador criticou a privatização por criar monopólio privado, sem concorrência, e lembrou problemas com a Equatorial no setor elétrico.
A oferta foi concluída na B3 com cerimônia oficial.
Política e investigações: STF, Banco Master e prisões
Eduardo Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no processo do golpe; pode ficar inelegível até 2038.
Senador Jaques Wagner (PT) é investigado pela PF por suposto recebimento de imóvel de R$ 2,4 milhões do Banco Master.
Senador Ciro Nogueira (PP) é suspeito de receber mesada de R$ 300 mil de Daniel Vorcaro (Banco Master).
Presidente da Câmara, Hugo Motta, pode ser indiciado por vantagens indevidas do mesmo banqueiro.
Ministro André Mendonça (STF) criticou a defesa de Vorcaro por 'perder o pudor' ao oferecer delação seletiva rejeitada pela PF e PGR.
Felipe Linares (ex-líder do PCC/Comando Vermelho) foi preso nos EUA pela primeira vez após a classificação das facções como terroristas pelo governo americano.
Evento ao vivo e oferta de curso
O Giro da Bolsa terá versão ao vivo em São Paulo na sexta-feira seguinte, com entrada a R$ 100 para alunos.
O evento terá humor, sem foco em aprendizado de investimentos; haverá momento para fotos (limitado a 30 min).
Raul prometeu um presente para quem fizer matrícula no curso 'UVP' (provavelmente 'Universidade do Valor Presente') usando o link do vídeo.
O curso ensina a aproveitar a 'melhor janela da década' na bolsa brasileira.
Passos práticos
Aproveitar a alta do dólar para comprar moeda americana como proteção cambial, se acreditar que a tendência de alta continuará.
Investir em Tesouro IPCA+ com taxas acima de 8,5% reais, garantindo rentabilidade real elevada em cenário de inflação alta.
Observar ações de petroleiras (Petrobras, Prio, Brava) para possível entrada se o petróleo se estabilizar ou o acordo se consolidar.
Evitar exposição excessiva à bolsa brasileira no curto prazo, dado o cenário de juros altos nos EUA e incerteza fiscal doméstica.
Participar do evento ao vivo do Giro da Bolsa em São Paulo (R$ 100 para alunos) para networking e conteúdo descontraído.
Matricular-se no curso UVP (link na descrição) para aprender a identificar oportunidades em momentos de crise.
Frases marcantes
"O acordo com essa trégua de 60 dias foi bem recebido pro mercado, fez a fortuna das 500 pessoas mais ricas do mundo subir mais de 330 bilhões de dólares no único dia."
"O consumidor já tá com câncer. Tem anos que ele tá com câncer no pulmão, não tá respirando mais."
"Ah, como é bom não fazer nada e ganhar dinheiro. Esse país é uma maravilha, é uma mãe para nós investidores."
"Você tá num momento raro, quem souber aproveitar isso aqui agora vai se dar bem lá na frente."
"Perdeu o pudor. Que hora que esse cara teve pudor? Que [ __ ] é essa? Ô André Mendonça, pelo amor de Deus, cara."
"Os Estados Unidos ganhou um jogo e se garantiu na segunda fase da Copa e o Trump diz ter observado Lula no G7 e afirma que o brasileiro é muito volátil. É álcool."
Mencionados no episódio
Petrobras - estatal petrolífera brasileira
Prio - petroleira brasileira
Brava - petroleira brasileira
Petro Recôncavo - petroleira brasileira
Copasa - companhia de saneamento de Minas Gerais
Equatorial Energia - empresa de energia elétrica
Banco Master - banco brasileiro investigado
Daniel Vorcaro - banqueiro, dono do Banco Master
Eduardo Bolsonaro - ex-deputado federal
Jaques Wagner - senador (PT)
Ciro Nogueira - senador (PP)
Hugo Motta - presidente da Câmara dos Deputados
André Mendonça - ministro do STF
Felipe Linares - ex-líder do PCC/Comando Vermelho
STF - Supremo Tribunal Federal
PF - Polícia Federal
PGR - Procuradoria-Geral da República
G7 - grupo dos sete países mais industrializados
ONU - Organização das Nações Unidas
Tesouro IPCA+ - título público indexado à inflação
FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
Desenrola - programa de renegociação de dívidas do governo federal
PIB mensal - prévia do Produto Interno Bruto
Selic - taxa básica de juros brasileira
Fed - Federal Reserve (banco central dos EUA)
Trump - Donald Trump, ex-presidente dos EUA
Lula - Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil
Hezbollah - grupo libanês financiado pelo Irã
PCC - Primeiro Comando da Capital
Comando Vermelho - facção criminosa brasileira
B3 - Bolsa de Valores brasileira
Ibovespa - principal índice da bolsa brasileira
Estreito de Ormuz - estreito estratégico para o petróleo
Giro da Bolsa - programa semanal do Investidor Sardinha
UVP - curso de investimentos (Universidade do Valor Presente)